Rui Marote
Levou muito tempo. Em 15 de Dezembro de 2015 alertamos: “Monumentos do Funchal sofrem roubos e degradação”.
Este foi obra do escultor madeirense Francisco Franco, datado de 2 Fevereiro de 1952, e do arquitecto Moreira Rato. O Ministro das Obras Públicas autorizou o lançamento da primeira pedra para o monumento aos Mortos da Grande Guerra a erigir na Avenida do Mar.
Mais de uma década depois do nosso alerta a Câmara do Funchal enceta obras de conservação e restauro com um placar “Estamos a cuidar do nosso Património Cultural”. Bravo! Assim sim.
“Depois do desaparecimento da pira em bronze do monumento à Autonomia, o Funchal Notícias chama a atenção para o monumento dedicado aos combatentes da Grande Guerra, na Avenida do Mar. A emblemática escultura, de todos conhecida há muitos anos e situada numa das centralidades do Funchal, que recorda os que morreram na Primeira Guerra Mundial, a ‘guerra para acabar com todas as guerras’ que afinal não o foi, está a registar, pouco a pouco, o desaparecimento das letras fixadas nas lápides laterais”, dizíamos já há anos. “A isto vem somar-se à coroa de bronze, já há algum tempo desaparecida. Resta somente o emblema no topo do monumento… se alguém o levar, a peça escultórica acabará despida. Tirando estes desaparecimentos lamentáveis, era apenas necessário limpar a pedra branca deste memorial, bem necessitada de uma limpeza”, referia o FN.
Aqui fica esta foto elucidativa da coroa de flores em bronze: que seja agora reposta. Este monumento está à guarda da Liga dos Combatentes, que porém não tem verbas para repor o que é roubado, nem para limpeza.
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