BE quer tecto às rendas e proibir venda de casas a estrangeiros não residentes

O Bloco de Esquerda veio este sábado defender o direito da população a habitação acessível, um tema recorrente na sua campanha. A porta-voz do partido foi, desta feita, Carina Quintal, segunda candidata à Assembleia da República.

“A crise na habitação é a nível nacional, uma crise sem precedentes, que atinge todas as gerações e todas as faixas etárias. Para colmatar esta crise, o Bloco propõe a construção de habitação social, a custos controlados”, disse.

O BE diz querer implementar várias medidas que estão a ter resultados positivos noutros países, como estabelecer um tecto às rendas.

“É limitar o valor das rendas consoante a localização, consoante a tipologia, as condições do terreno, e queremos que se proíba a criação de mais alojamento local”, declarou a candidata bloquista.

“É um exagero, principalmente aqui na ilha. Temos tantas famílias à espera de casa e temos imenso alojamento local.. Temos de proibir a continuação disto. Queremos também proibir a venda de casas a estrangeiros não residentes. Para nós já não há, e tem de existir habitação para os cidadãos”.

Carina Quintal diz também que o PRR prevê a construção de oitocentas habitações sociais. Temos à volta de 4 mil famílias à espera de habitação. Há famílias à espera há mais de uma década. Para colmatar esta situação, temos de fazer mais habitação social”.

Salientando uma das medidas mais importantes do seu rol, o BE destaca o tecto às rendas. “Uma pessoa que investe na habitação não quer portas fechadas, quer rentabilizar esse negócio. Se pusermos uma renda máxima, as pessoas não vão fechar as portas, vão simplesmente cumprir a lei e alugar àquele valor mais acessível às famílias”.


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