Subsídio de mobilidade: açorianos “batem o pezinho”

Rui Marote
Estepilha, afinal o subsídio de mobilidade não anda porque os nossos irmãos açorianos resolveram bater o pezinho ao Governo da República. Recordemos essa bela canção:
“Ponha aqui o seu pezinho
Devagar devagarinho
Se vai à Ribeira Grande
Eu tenho uma carta escrita
Para ti cara bonita
Não tenho por quem a mande”
O Governo Central espera operacionalizar as novas regras em “breve” e reiterou que pretende disponibilizar “este ano” a plataforma que permitirá reembolsar os passageiros das regiões autónomas.
Não há prazos para a entrada em vigor da redução do valor do subsídio.
Está a ser criada uma plataforma que permitirá a devolução do preço da passagem logo após a compra do voo. O Ministro das Infraestruturas admitiu ao parlamento que a referida plataforma deveria estar operacional em “Junho de 2025”.
Em Outubro do ano passado o primeiro ministro anunciou em Ponta Delgada que a tarifa aérea máxima prevista para as ligações entre Açores e continente vai baixar 119 euros e que a Madeira também seria abrangida por uma redução de 10% da tarifa aérea máxima prevista no subsídio.
A decisão do Governo da Republica é impor um tecto máximo para os Açores de 600 euros para os reembolsos das viagens aéreas para o continente. Isso causou polémica nos Açores. Até então os residentes eram ressarcidos de todo o valor acima dos 134 euros independentemente do valor da venda de passagem.
E esta…até os dias de hoje os açorianos viajavam para o continente por 134 euros e não havia tecto!!!
Agora que o Governo quer impor um tecto de 600 euros eles vão batendo o pezinho. Entretanto, os madeirenses que na letra do seu hino cantam com voz grossa: “Teu povo humilde, estóico  e valente” mas continuam a dançar o baile pesado e com a canga assente no chinguiço… Lá diz o ditado: “Cão que ladra não morde”.

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