Manuel António contra “falsa união que não funcionaria” no PSD

Manuel António Correia tornou pública a sua posição sobre a ausência de resposta dos órgãos do PSD-M relativamente ao requerimento de 540 militantes que solicitaram a realização de um congresso extraordinário e eleições internas no PSD-Madeira, entregue no dia 23 de Dezembro de 2024.

“Após 19 dias do requerimento para a realização de um congresso extraordinário e eleições internas, os órgãos do PSD Madeira continuam a adiar uma decisão simples: convocar o conselho regional para se pronunciar. Os 540 militantes que assinaram este pedido merecem ser ouvidos”, sublinha Manuel António.
“Desde as últimas eleições internas, os militantes têm sido condicionados, enfrentando dificuldades no pagamento de quotas, perseguições e exonerações. Agora, soma-se a manipulação dos órgãos do partido para impedir a realização do congresso. A responsabilidade é clara: o atual presidente, Miguel Albuquerque, que, a todo custo, tenta bloquear a expressão legítima dos militantes”, acusa.
Para o social-democrata, “é inaceitável que a democracia interna do partido seja manipulada desta forma. O PSD Madeira não é de um homem nem de um pequeno grupo, mas sim dos seus militantes. O partido precisa de eleições internas livres, transparentes e democráticas.”
E mais acrescenta que “se o ainda presidente do PSD Madeira não tem receio de conhecer a opinião dos militantes, que se demita, permita o processo democrático e possibilite a construção de uma estratégia para as eleições regionais”.
De acordo com Manuel António Correia, o caos político e a instabilidade não são apenas causados pela falta de liderança, mas também pela falta de renovação e abertura ao diálogo. O PSD Madeira precisa de uma regeneração urgente, sentencia.
“Não trocamos projetos estruturais por tachos, cargos ou uma falsa união que não funcionaria. Os projetos, as ideias, os valores e a coerência com que nos distinguimos são opostos aos atuais. Estes merecem ser apresentados aos militantes para que, em plena consciência e liberdade, possam decidir a melhor estratégia para a Madeira, a apresentar aos eleitores nas iminentes eleições regionais”, sublinha.
E concluio: “A Madeira e o PSD merecem mais: respeito democrático, transparência, estabilidade e a resolução urgente dos problemas que enfrentamos”.

Descubra mais sobre Funchal Notícias

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.