Cafôfo diz que estabilidade na RAM, só com o Partido Socialista

O líder socialista regional, Paulo Cafôfo, afirmou hoje, que a necessária estabilidade política na Região só será possível com o Partido Socialista. E mostra-se certo que a maioria dos madeirenses “quer um novo Governo que não seja do PSD e que seja capaz de fazer a diferença e transformar a vida das pessoas”.

No decurso de uma conferência de imprensa no centro do Funchal, Cafôfo apelou ao optimismo dos madeirenses para fazer com que este novo ano seja um ano de mudança e de esperança na Região.

O PS, diz, quer ser Governo, não com o objectivo de “ter o poder pelo poder”, mas “ter o poder para termos uma sociedade liberta dos medos e das amarras em que estamos, para que possamos ter melhor democracia, mais liberdade e, acima de tudo, uma vida melhor”.

Paulo Cafôfo assegura que o PS é a alternativa à actual governação na Região, e que  trabalhará para que o seu projecto mereça a confiança das pessoas, assumindo, contudo, que, no actual quadro político “nada podemos fazer sozinhos”.

O líder socialista focou que, actualmente, “ninguém tem votos para formar um Governo sozinho” (e a prova disso é que, desde 2019, o PSD tem vindo a perder as maiorias absolutas), acreditando que, num momento pós-eleitoral, seja possível haver entendimentos entre os partidos que querem, efectivamente, a mudança.

“Temos de dar o salto em frente, congregando forças junto dos partidos que querem efectivamente a mudança. O PS apresenta-se como partido alternativa, em que os madeirenses poderão confiar, porque a mudança não se faz sem o PS e, muito menos, irá fazer-se contra o PS”, afirmou.

Alertou, por outro lado, que a divisão dos partidos da oposição tem sido o principal factor que tem feito com que o PSD continue a governar, apesar de já não ter maiorias absolutas.

Disse ainda acreditar que, mesmo com as suas diferenças, se os partidos da oposição estiverem unidos e tiverem como objectivo comum a transformação da vida da Região, “2025 será um ano de alegria para os madeirenses e de concretização”.

Instado pelos jornalistas, Paulo Cafôfo adiantou que, no próximo dia 7, no encontro com o Presidente da República, irá transmitir a Marcelo Rebelo de Sousa que no actual quadro político “não há condições para uma solução governativa que não seja ir a eleições”.

O líder socialista vai apelar a que, o mais cedo possível, possam ser marcadas eleições e dissolvida a Assembleia Legislativa, para que seja possível haver estabilidade na Madeira.

“Essa estabilidade só é possível com o PS. Já vimos que a fórmula Miguel Albuquerque/PSD não deu qualquer estabilidade, e por isso, é preciso dar força ao PS para termos os votos e os deputados suficientes para criar condições para uma solução governativa onde possamos liderar o futuro desta Região”, declarou.

Na ocasião, o presidente do PS-M criticou o facto de, apesar da riqueza e do crescimento económico (com um PIB recorde em 2024, na ordem dos 7 mil milhões de euros), a Madeira ser uma região “onde as pessoas são pobres”.

Como referiu, apesar de a Região ter um Governo rico – com o último boletim de execução orçamental a mostrar que em 2024 as receitas cresceram 215 milhões de euros relativamente a 2023 –, isso não tem um impacto positivo na vida dos madeirenses, sendo a Madeira uma das regiões com mais altos níveis de pobreza, com enormes desigualdades e com os salários médios mais baixos.

“Algo não bate certo”, considerou Paulo Cafôfo, apontando o combate à pobreza como um objectivo.

“Para isso, precisamos de ter uma acção integrada, com um novo Governo que possa fazer desse desígnio uma concretização”, referiu, apontando também a necessidade de investir em áreas fundamentais como a educação, o robustecimento do investimento em habitação pública, a aposta na inovação, nas tecnologias, no empreendedorismo e diversificação económica, de modo a garantir empregos melhor remunerados, a fiscalidade (aliviando os imposto sobre as famílias) e a juventude.


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