Memórias: porque fui agraciado pela Cruz Vermelha nacional

Fez 41 anos a 23 de Novembro de 1984 que recebi da Cruz Vermelha Nacional a Medalha de Agradecimento, ao abrigo das “circunstâncias e merecimentos estabelecidos no único artigo 4º do Estatuto da Cruz Vermelha Portuguesa, promulgado  pelo Decreto – Lei n.º 36 612, de 24 de Novembro de 1947”.
A cerimónia de imposição de louvores e condecorações a diversas entidades da Região decorreu durante um juramento de bandeira  aos novos socorristas da CVM, em que foram agraciados os jornalistas José António Gonçalves e Rui Marote, então do quadro redactorial do ” Jornal da Madeira”, e Luís Calisto (RDP-DN). As distinções foram impostas pelo comandante Vaz Camacho e o então presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim.
Porque fui agraciado? É uma história que passados 41 anos vou divulgar: – Doação dos terrenos da Dona Mina, Guilhermina Celestina Ferreira Serafim, solteira, residente à Rua do Pina nº12, conforme escritura de 15 de Dezembro de 1983 à Cruz Vermelha.
Nesta área de 1200m2 foi então construído um edifício constituído por 4 pavimentos (subcave  destinado a ginásio, cave destinada a parqueamento  e r/c e 1º andar  destinados a infantário com área de 525m2 e logradouro com 675m2.
Concluído o edifício, foi designado de “Infantário Dona Mina” e inaugurado a 19 de Outubro de de 1993.
Esta história rocambolesca tem como actriz principal Dona Mina, a sua empregada e o coronel Morna, presidente da Cruz Vermelha Madeira. A Dona Mina era proprietária de um prédio rústico e terrenos anexos com bananeiras. Tinha doado aquele espaço à Cruz Vermelha para construção de um lar, um infantário.
O  imbróglio começa quando a CVP foi “ultrapassada” e tomou conhecimento que a Dona Mina  tinha feito uma  escritura em que deixava os bens à funcionária.
Aqui surge novos elementos nesta saga: José António Gonçalves e Rui Marote do Jornal da Madeira efectuaram uma entrevista à doadora, que acabou por dizer que tinha sido coagida pela funcionária a assinar uma escritura de doação.
A Dona Mina manifestou que era da sua livre vontade doar à Cruz Vermelha o espaço, uma vez que tinha sido enganada.
A partir daqui ficou combinada uma nova escritura  na residência do Pina, que foi lida e assinada às 23 horas. As testemunhas foram José António Gonçalves, Rui Marote e Luís Calisto.
Onze meses decorridos a Cruz Vermelha Nacional resolveu agraciar-nos com a medalha de agradecimento daquela Instituição.

Descubra mais sobre Funchal Notícias

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.