A Associação Living Care veio informar que foi detectado um foco de escabiose [sarna] na sua Unidade de Cuidados Continuados de Longa Duração e Manutenção
Atalaia.
Em articulação com a Direcção Clínica, refere-se, foi activado, de imediato, o
plano de contingência para o controlo de doenças infecto-contagiosas,
nomeadamente aplicando medidas de identificação e diagnóstico precoce;
isolamento e prestação de cuidados aos utentes infectados; prevenção da transmissão; tratamento e cuidados aos colaboradores em caso de infecção.
A situação está a ser acompanhada pelo Delegado de Saúde Pública e os
colaboradores foram informados de todos os cuidados e procedimentos
recomendados, no âmbito das medidas de contingência.
“Informamos ainda que a Unidade de Cuidados Continuados integra o
Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos
Antimicrobianos (GCPPCIRA) do SESARAM EPE, a quem também já foi
comunicada a situação”, conclui o comunicado.
Segundo a Direcção-Geral de Saúde, a escabiose (vulgarmente conhecida por sarna) é uma infestação da pele causada por um ácaro parasita de tamanho microscópico, chamado Sarcoptes scabiei, que ao infestar a pele provoca uma reação caracterizada pela formação de borbulhas e comichão intensa.
Os sintomas da escabiose ou sarna surgem habitualmente entre 3 a 4 dias ou 3 a 6 semanas após o contágio, dependendo se houve ou não infestação prévia e podem prolongar-se durante várias semanas apresentando: comichão intensa, particularmente à noite; borbulhas avermelhadas na pele, sobretudo entre os dedos, axilas, seios, nádegas, punho, joelho, cotovelo, genitais e abdómen (geralmente à volta do umbigo).
A sarna transmite-se através do contacto directo e prolongado com alguém que tenha o parasita. É frequente em pessoas da mesma família ou entre parceiros sexuais.
É pouco provável a transmissão quando: o contacto entre pessoas é curto e através de roupa, roupa de cama ou outros objectos de pessoas com sarna.
O período de incubação varia entre 3 dias e 6 semanas. A infeção espalha-se facilmente de humano para humano se não se tomar nenhuma precaução extra ou se alguém da família estiver infetado com o parasita.
Transmite-se através de:
- contacto directo prolongado com a pele da pessoa infectada, principalmente, por contacto sexual.
- partilha da mesma roupa ou da mesma cama (menos frequente).
- Habitualmente, o diagnóstico da sarna envolve apenas a elaboração da história clínica completa do utente e a pesquisa de sintomas e sinais da doença. Em casos duvidosos pode ser feita a confirmação através da observação microscópica dos parasitas, dos seus ovos ou fezes.Para prevenir a sarna e a sua transmissão deve-se:
- evitar o contacto directo com pessoas infectadas
- não partilhar objectos pessoais, roupas individuais e roupa de cama e toalhas
- lavar toda a roupa com água a temperaturas elevadas, ou a seco e passar a roupa a ferro
- colocar os utensílios não laváveis (como brinquedos, sapatos, cintos) num saco de plástico fechado durante cerca de 1 semana.
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