Bispo do Funchal desafia leigos a “encharcar de Esperança a Ilha”

O Colégio de Santa Teresinha do Funchal acolheu, na manhã de hoje, a Jornada Diocesana de Apostolado dos Leigos, com o tema central jubilar “Transbordar de Esperança”.

O Bispo da Diocese do Funchal abriu o evento, após as saudações iniciais do Vigário Geral, Cónego Marcos Gonçalves, deixando um desafio a uma assembleia diversificada de leigos, pertencentes a diferentes movimentos e grupos de apostolado: “Precisamos de encharcar de Esperança a nossa ilha”. Um apelo que se enquadra no âmbito das comemorações do ano jubilar de 2025, no sentido de levar a Esperança a todos, madeirenses, turistas, jovens e todos os demais.

Nesta caminhada, que se quer aglutinadora e mobilizadora, D. Nuno Brás defendeu que é fundamental “nunca desistir de ninguém”. “A nossa vida é uma aventura belíssima para chegar ao Céu. Como lá chegamos? Com Jesus Cristo, o nosso treinador. Ele até nos leva às cavalitas. Basta lembrar a imagem do Bom Pastor. Precisamos levar a Esperança a toda a sociedade”, defendeu o Bispo da Diocese.

O Padre João Gonçalves fez uma preleção sobre o tema “Haverá futuro para a Esperança? Um olhar sobre as esperas contemporâneas”.  O pároco do Curral das Freiras e formador do Seminário do Funchal esclareceu que a esperança não se alicerça em coisas imediatas, pois é diferente de expetativas ou ilusões que alimentam a caminhada da generalidade das pessoas, no sentido de quererem uma boa carreira, um bom emprego… A Esperança é algo fundamental que dá sentido à vida humana. A esperança é uma atitude de fé, uma espera em Cristo. “A nossa esperança está para além do que podemos dizer, está para além deste mundo”, defendeu.

O cónego Rui Pontes, coordenador da Comissão que organiza as comemorações do Jubileu 2025 na Madeira, abordou o tema “Viver o Jubileu na Diocese do Funchal”. Citando as palavras do Papa, recordou que Deus é a porta e é preciso celebrar o Jubileu com Esperança, não deixando ninguém para trás. O olhar para a Cruz de Cristo é a possibilidade de sermos tocados e redimidos, Deus é quem mantém acesa a tocha da Esperança. Por isso, o Jubileu pode favorecer muito a chama da Esperança.


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