O fundamentalismo não é apenas islâmico. O fundamentalismo está, geralmente, associado a ideias sectárias, inflexíveis, sobre um determinado tema.
O fundamentalismo expressa-se em várias domínios da sociedade. Pode ser ambiental, racial, ideológico, animal, desportivo, religioso, musical, gastronómico, político-partidário, de indumentária, orientação sexual, etc..
Para alguns fundamentalistas -diria fanáticos/radicais- não comungar das suas ideias significa racismo, insensibilidade, irracionalidade. Para eles ou há burka ou bikini, ou há preto ou há branco.
Ora, o ser humano é tão complexo que seria redutor confiná-lo ao maniqueísmo entre o Bem e o Mal; o conservador e o progressista; nacionalista ou separatista; capitalista ou comunista; carnívoros, vegetarianos e veganos; homo e heterossexuais; a favor ou contra o aborto, a eutanásia; de esquerda ou de direita; do antigo ou do novo testamento; amigos ou inimigos da fé.
Vem isto a propósito da irracionalidade com que alguns seres HUMANOS “vomitam” nas redes sociais posições extremadas sobre, por exemplo, os casos do lince do deserto (de nome Bores) ou do estacionamento na Praça do Município.
É tão importante respeitar quem está a favor (do estacionamneto na Praça) como quem está contra. É tão importante quem se opõe à domesticação de animais selvagens (lince do deserto) como quem, literalmente, passa a mão pelo pêlo. Sim, porque uma coisa é não gostar de animais, outra coisa é fazer-lhes ou desejar-lhes mal. O que não se pode é, qual versículos satânicos, dizer-se que quem não gosta de animais não gosta de seres humanos.
Não há aqui “inimigos da verdade” ou teorias da conspiração. Patológicos são, sim, aqueles que invertem prioridades. Preferem comprar wiskas para o gato do que comprar um litro de leite para levar ao pai que está num lar de idosos. Assinam petições e dão as condolências pelo Bores… E também dão condolências pelos milhares de animais abatidos diariamente para consumo?
Respeito todos os grupos de pressão, lobbies, associações. A essência da Democracia é respeitar as minorias. Mas convinhámos que para haver minorias tem de haver maiorias. E estas têm também de ser respeitadas. Não queira a exceção soprepor-se à regra.
Mas, acima de tudo, que haja tolerância, pluralismo, respeito pelo multiculturalismo e democracia.
No fundo, é preciso relativizar todos os modos de ser e de pensar; nenhum deles é absoluto e ponto.
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