MPT opõe-se à construção de estacionamento subterrâneo

Valter Rodrigues, deputado municipal do Partido da Terra (MPT), manifestou a sua profunda preocupação e  oposição ao projeto de construção de um estacionamento subterrâneo sob a Praça do Município do Funchal. Este empreendimento, promovido pelas autoridades municipais, “está envolto em uma série de controvérsias e levanta questões críticas sobre seu impacto ambiental, cultural e urbanístico”, afirma.

“Desde 8 de julho de 2022, o MPT já alertava sobre os riscos e impactos negativos desta obra. Naquela ocasião, nosso partido destacou a falta de estudos aprofundados e a necessidade de alternativas sustentáveis para resolver os problemas de estacionamento no centro do Funchal. É inadmissível que, após mais de dois anos, as preocupações legítimas levantadas ainda não tenham sido devidamente consideradas pelas autoridades competentes.

A Praça do Município é um local de significativo valor histórico e cultural para a nossa cidade. A construção de um parque de estacionamento subterrâneo ameaça comprometer a integridade deste patrimônio. Raimundo Quintal, um respeitado ambientalista, já alertou que esta obra pode ser um desastre ambiental. Ele destaca que a intervenção no subsolo pode trazer consequências irreversíveis para o ecossistema local e a estabilidade do solo.

A oposição ao projeto não se limita aos especialistas. Uma petição pública lançada contra a construção já reuniu mais de mil assinaturas, refletindo a preocupação de muitos cidadãos com os possíveis danos ambientais e a descaracterização de um espaço tão emblemático para o Funchal. Este movimento de cidadãos é um claro indicativo de que a comunidade não apoia esta intervenção.

A falta de transparência e estudos aprofundados sobre os impactos a longo prazo só aumenta as incertezas em torno desta construção.

Embora reconheçamos a necessidade de soluções para o problema de estacionamento no centro da cidade, é imperativo que estas não venham à custa de nosso patrimônio e meio ambiente. Alternativas menos invasivas e mais sustentáveis devem ser consideradas. A revitalização de áreas subutilizadas e a promoção de transportes públicos eficientes são exemplos de soluções que poderiam ser exploradas sem comprometer nossa herança cultural.

Em nome do MPT, apelo às autoridades municipais para que reconsiderem este projeto. Devemos priorizar o bem-estar ambiental e a preservação de nossa história. Continuaremos a lutar contra esta construção, apoiando a voz dos cidadãos que claramente se opõem a esta medida. A defesa do nosso ambiente e património é uma responsabilidade que todos devemos assumir”, concluíu.


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