
A CDU esteve hoje junto ao Auto Silo do Campo da Barca numa acção de contacto com trabalhadores e utentes da Rodoeste, para defender o fim da discriminação laboral no sector dos transportes públicos
Ricardo Lume, dirigente da CDU, referiu que «não é aceitável que na Região exista em tantos sectores discriminação laboral, quando estão em causa o desempenho de funções idênticas ou mesmo iguais, mas os direitos dos trabalhadores e as suas remunerações são diferentes.»
Denunciou que «a discriminação laboral acontece com o patrocínio do Governo Regional, e um exemplo evidente é o que se passa no sector dos transportes públicos.
Atualmente o Governo Regional definiu um tarifário único para todas as empresas do sector seja a pública ou as privadas, definiu as indemnizações compensatórias, a pagar às empresas, até harmonizou as cores dos autocarros, mas no que diz respeito aos direitos laborais, aí já não existe harmonização, com prejuízo para os trabalhadores das empresas privadas.
Os motoristas das empresas privadas, como por exemplo, a Rodoeste e a SAM, têm um horário de trabalho de 40 horas semanais, com apenas 22 dias úteis de férias, não têm subsídio de insularidade, e têm uma base salarial mais baixa que os trabalhadores da empresa pública do sector.
Por outro lado, os motoristas da Empresa Horários do Funchal a empresa pública tem um horário de trabalho de 39 horas semanais, têm 25 dias de férias, subsídio de insularidade, uma base salarial mais elevada e são sempre abrangidos pelos aumentos salariais decretados para os trabalhadores da administração pública.»
O dirigente da CDU concluiu afirmando que «a CDU considera que existe no sector dos transportes públicos uma tremenda injustiça e que é necessário garantir a equiparação dos direitos dos trabalhadores das empresas privadas do sector aos direitos dos trabalhadores da Empresa Horários do Funchal a empresa pública do sector.
A CDU vai continuar a intervir para combater todas as formas de discriminação laboral, sejam elas no sector público ou no sector privado, defendendo sempre o tratamento mais favorável para o trabalhador.»
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