10 Junho na Madeira com literatura, música, poemas, condecorações e alertas sobre a criminalidade e as “sombras” que ameaçam a Democracia

O Representante da República para a Madeira, Ireneu Barreto elencou hoje três grandes temas que devem ser prioritários a curto prazo: A revisão da lei eleitoral para a RAM para consagrar, por exemplo, o voto dos emigrantes para as Eleições Legislativas Regionais; a qualidade da informação prestada aos cidadãos; e a qualidade do debate de ideias.

Ireneu Barreto falava na cerimónia evocativa do 10 de junho, que se realizou, esta manhã, no Palácio de São Lourenço, no Funchal.

Os condecorados.

Segundo Ireneu Barreto, o atual quadro político-partidário reforça o papel da Assembleia Legislativa da Madeira onde devem ser encontradas soluções de diálogo para a estabilidade política da Região.

Face às “sombras que ameaçam”, o Representante da República disse ser fundamental continuarmos a defender “a nossa Democracia”.

Depois, Ireneu Barreto lançou mão dos mais recentes dados do RASI-Relatório de Segurança Interna e dos problemas de criminalidade que também assolam a Região. Designadamente o problema da violência doméstica que aparece no topo dos índices de criminalidade.

Daí que tenha feito um apelo no sentido das Autoridades serem ainda mais ativas na promoção de campanhas anti-alcoólicas ou no combate à toxicodependência, mormente das novas drogas sintéticas.

Ireneu Barreto lembrou a diáspora (momentos antes tinha colocado flores no Monumento ao Emirante Madeirense na Avendia do Mar) e disse ser urgente e imperioso, com energia renovada, comemorar Portugal. Sobretudo neste ano de 2024 em que se assinalam os 500 anos do nascimento de Camões e os 50 anos do 25 Abril de 1974.

A este propósito, lembrou dois militares que participaram no 25 Abril: Avelino Catanho Ribeiro e Artur Silva, que se associaram à cerimónia de hoje, e enfatizou a necessidade de termos Forças Armadas profissionalizadas.

Ireneu Barreto destacou o concurso literário “Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas” (este ano ganho por Maria Inês Silva) e enfatizou o mérito dos condecorados: Amélia Carreira Rebelo, Zélia Gomes, Saturnino Silva e ‘Presença Feminina’. “Exemplo que fica para as novas gerações”, disse.

Zélia Gomes, Saturnino Silva e Amélia Carreira.

Aliás, um dos momentos musicais da cerimónia (cujo vídeo acima publicámos) foi orientado por uma das condecoradas, a maestrina Zélia Gomes que recebeu hoje a Ordem de Mérito.

Amélia Carreira recebeu o título de Comendadora da Ordem da Liberdade; Saturnino Silva recebeu o grau de Comendador da Ordem de Mérito e a Associação “Presença Feminina” o título de Membro Honorário da Ordem de Mérito.

Antes, sob a direcção do Tenente Luís Afonso, houve a actuação da Banda Militar da Madeira no pátio do Palácio de São Lourenço e durante a cerimónia, o Coro de Câmara da Madeira, sob a orientação de Zélia Gomes interpretou os seguintes temas: “Alto Livro de Camões”, de Benjamim Salgado, “Para os Braços da Minha Mãe”, de Pedro Abrunhosa, com arranjos de João Caldeira e Zélia Gomes, e “Ilha de Sonho, Madeira”, de João Victor Costa. A acompanhar ao piano esteve a professora Leonilde Ramos.

Também durante a cerimónia, para além da leitura do texto da vencedora do concurso literário,  foram também declamados poemas de poetas dos PALOP pelos alunos do Conservatório – Escola das Artes, nomeadamente Ana Freitas, Inês Alturas, Diogo Silva, Sara Sousa, João Temes, Vitória Velosa, Margarida Andrade e Vera Barros.


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