O PTP esteve hoje em campanha no centro do Funchal, em frente do parlamento regional, apelando ao combate anti-corrupção. Conforme disse Dionísio Andrade, candidato independente nas listas do PTP, a temática da corrupção é central na campanha dos trabalhistas, “visto que já andamos há muitos anos a combatê-la, desde o tempo do regime corrupto do dr. Jardim”.
Dionísio Andrade explicou que os trabalhistas foram hoje à ALRAM porque a mesma devia ser a casa da democracia e da autonomia. Mas “não é: é a casa das negociatas, é a casa da distribuição do dinheiro dos oligarcas do regime”.
O porta-voz do PTP disse que há leis da República que visam combater a corrupção, mas que na RAM, são modificadas no seu teor, para que não prejudiquem certas pessoas.
“Dou o exemplo do Centro de Inspecções Automóveis: há uma lei nacional que proíbe que um centro de inspecções tenha outros centros no concelho vizinho; aqui fez-se o contrário, permitiu-se que o mesmo proprietário tenha centros em todos os concelhos. É um monopólio aqui na Madeira, com a agravante de que a Região vai ter que pagar cerca de 30 milhões de euros, por causa de um concorrente que foi excluído dessa lista”, citou.
Outro exemplo, disse, é a lei do PDM a nível nacional. Não permite a suspensão dos mesmos. Se houver alguma alteração, tem de ser a alteração do plano director municipal na sua totalidade. Aqui fez-se ao contrário, permitiu-se que se suspendesse o PDM em determinadas zonas, para se construir por exemplo na zona do “Dubai”, na zona da Praia Formosa, para satisfazer os oligarcas do regime.
“Nós estamos contra esta manipulação das leis, a favor dos amigos do regime. O PTP pretende eleger pelo menos Raquel Coelho ao parlamento, “para denunciar todas estas jogatanas” que “só favorecem uns, e prejudicam a maior parte da população da Madeira”.
“Não é por acaso que a Região tem um dos índices de risco de pobreza mais altos do país”, acrescentou Dionísio Andrade. Porque o dinheiro que deveria ser empregue a resolver problemas da habitação, da saúde, da educação da pobreza, está mal distribuído: a grande fatia do orçamento regional, acusou, “é só para satisfazer meia dúzia de oligarcas do regime”.
Dionísio Andrade mostrou-se crente na eleição de Raquel Coelho e salientou que na campanha do PTP estão pessoas que já deram provas no passado, no combate à corrupção, “no tempo do dr. Jardim”. São pessoas “que não têm medo de enfrentar os lobbys, os oligarcas”, apesar dos insultos e das agressões de que eram alvo.
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