O presidente do PS-M afirmou, hoje, que a pobreza na Região é o resultado dos 48 anos de governação do PSD e considerou que Miguel Albuquerque está a insultar os madeirenses ao desvalorizar o facto de a Madeira ser a região com a maior taxa de pobreza do País.
À margem da reunião da Comissão Regional do partido, hoje à tarde, o dirigente socialista e candidato à presidência do Governo Regional condenou o facto de Miguel Albuquerque considerar normal a pobreza nas ilhas.
“Estas afirmações são um insulto aos madeirenses, é gozar com quem trabalha, porque a maior parte destas pessoas que vivem na pobreza são pessoas que trabalham, são pessoas honestas que dão tudo o que têm e que, no final do mês, têm pouco”, atirou.
Cafôfo sublinhou que “estes são dados que nos devem entristecer a todos” e considerou que a Autonomia, à partida, “deveria ter servido para nós não ficarmos atrás de todo o País no que diz respeito a uma matéria tão importante como a qualidade de vida e o nível de vida dos madeirenses”.
O presidente do PS-M criticou ainda o facto de Miguel Albuquerque falar numa governação de sucesso, em riqueza e em recordes do PIB, quando a Madeira tem a maior taxa de pobreza e a maior desigualdade do País.
“Há aqui um problema de redistribuição. É caso para perguntar, com quem fica a riqueza da Madeira?”
“Não pode ser normal termos o Governo com os cofres cheios e os madeirenses com os bolsos vazios”, observou ainda, dando conta do recorde de receita fiscal arrecadado pela Região.
Paulo Cafôfo afirmou que nunca irá conformar-se ou achar normal que a Madeira tenha a maior taxa de pobreza do País e, por isso, vincou que é necessário virar a página na Região.
“É muito importante que, neste momento decisivo das nossas vidas, os eleitores e os cidadãos desta terra tenham a consciência de que a única solução para a Madeira, a única solução para resolver os problemas e para sairmos desta pobreza estrutural em que a Madeira está, na sequência de 48 anos de poder [do PSD], é votar no PS”, advertiu.
Convicto de que será possível formar Governo após as eleições do dia 26, Paulo Cafôfo frisou que é preciso dar força ao PS, porque o voto em partidos mais pequenos, como o Chega, o PAN, a Iniciativa Liberal e o CDS significa “votar em Miguel Albuquerque e continuar com os níveis de pobreza que a Região tem”, considerou.
Referiu-se também à vinda do secretário-geral do partido, Pedro Nuno Santos, à Madeira, este sábado, numa “demonstração de apoio incondicional” ao PS-M, para que a alternância possa acontecer na única região do País onde ainda não aconteceu.
Por outro lado, afirmou que Luís Montenegro não vem à Região porque “não quer estar associado a Miguel Albuquerque” e “tem vergonha” deste.
“Quando o próprio líder do partido tem vergonha do líder regional, está tudo dito”, declarou Paulo Cafôfo, afiançando que Miguel Albuquerque caiu no descrédito até dentro do seu próprio partido.
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