A Câmara do Funchal tem estado recentemente debaixo de fogo, diz a coligação Confiança, com vários indicadores negativos a serem tornados públicos e ainda com diversas entidades a manifestar desagrado com a inação do município em várias áreas da governação.
A equipa da Confiança debruçou-se sobre estes assuntos no Reunião de Executivo municipal desta semana.
“Findo o primeiro trimestre deste ano, é altura de fecho de contas estatísticas de 2023, que não têm sido generosas para a gestão municipal da Câmara do Funchal, nomeadamente no que diz respeito à insegurança, ao trânsito e ao acesso à habitação”, refere o vereador Miguel Silva Gouveia.
“Esta semana ficou-se a saber que a violência doméstica no Funchal encontra-se nos valores mais elevados dos últimos 5 anos, enquanto a criminalidade atinge máximos de 12 anos, com episódios violentos a se repetirem na baixa funchalense”, aponta.
No que concerne à habitação, o Funchal lidera a escalada das rendas, com um aumento de 24% para 11€/m2, dificultando o acesso à habitação aos residentes, enquanto continuam a ocorrer situações em que famílias do Funchal são despejadas das suas habitações, sem que o município apresente solução, empurrando as pessoas para situações de alojamento precário fora do concelho.
Na mobilidade, surgem diversas reclamações de estacionamento irregular que se multiplica por toda a cidade, com reflexos evidentes no trânsito caótico que se faz sentir, sem que o município estabeleça regras ou fiscalize o aumento exponencial de novas empresas ‘rent-a-car’ que promovem o parqueamento no espaço público.
Nem a política animal do município é poupada, com retrocessos a vários níveis no bem-estar animal, tendo o próprio Provedor Regional do Animal vindo a terreno criticar a ausência de trabalho deste executivo nesta matérias, assegura a “Confiança”.
“O que temos vindo a assistir é que este executivo manifesta desorientação em tantas áreas de governação, mostrando a sua incapacidade em dar resposta aos problemas dos funchalenses que, como se constata em relatórios oficiais, se vão agudizando”, enfatiza Miguel Silva Gouveia, lamentando que “as propostas da Confiança para fazer face a estes problemas tenham sido sistematicamente reprovadas pela maioria PSD, o que demonstra que tudo fizeram para chegar ao poder, mas agora que o detêm não sabem como utilizá-lo em benefício da população”.
O vereador critica “a falta de coragem política do actual executivo municipal em aceitar a colaboração da Confiança” e exemplifica com a proposta de criação de uma Polícia Municipal, a proposta de implementação de Medidas de Protecção à Habitação, a proposta de criação de Casas de Transição para Vítimas de Violência Doméstica, a proposta de criação de um Regulamento para a Mobilidade Suave e a Proposta de criação do Regulamento do Animal, todas elas apresentadas pela Confiança durante este mandato, e que mereceram o chumbo do PSD.
Nos assuntos da ordem de trabalhos, a equipa da Confiança votou favoravelmente todas as propostas apresentadas, com particular destaque para as listas para nomeação de Juízes Sociais para o próximo biénio, para a atribuição de apoios a 38 Associações de âmbito cultural e ao recrutamento de 21 trabalhadores para áreas operacionais do município, nomeadamente asfaltadores, pedreiros, motoristas de pesados, pintores e serralheiros.
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