
Faleceu, na Madeira, um indivíduo por engasgamento. Encontrando-se a jantar com a mulher, num restaurante da Região, o homem, com idade de 66 anos, engasgou-se com um pedaço de carne na garganta sem que ninguém tivesse conseguido fazer a manobra de Heimlich, para desbloquear as vias aéreas. Atordoados com o choque e com evidente desconhecimento desta técnica básica dos primeiros socorros, quem estava presente limitou-se a assistir ao desfalecimento da vítima, até à morte, por asfixia.
Como se não bastasse, o pronto socorro oficial também tardou a chegar atempadamente à ocorrência, nomeadamente os bombeiros, já para não mencionar que só há uma viatura da EMIR para responder a todas as solicitações da Região. De facto, após várias chamadas do restaurante, os bombeiros, cujo posto ficava a cerca de cinco minutos do local, chegaram apenas 15 minutos depois; as manobras realizadas pelos bombeiros não foram as adequadas, até à chegada da EMIR, aproximadamente 25 minutos após o pedido de socorro. No total, o homem ficou cerca de 40 minutos sem a oxigenação necessária para que o cérebro e restantes órgãos não ficassem irremediavelmente comprometidos. O indivíduo ainda esteve em coma induzido nos cuidados intensivos, desde a sua entrada nos serviços na noite da passada sexta-feira, e acabaria por falecer na tarde de ontem.
Lamenta-se a demora na assistência, bem como a falta de capacidade da equipa de bombeiros nas primeiras manobras de reanimação.
Estaria destinada esta morte mas há aspetos gritantes que urgem a reflexão de todos, nomeadamente das autoridades competentes.
Os familiares do falecido estão em estado de choque e indignados com a morte de um ente querido de uma forma tão inesperada e absurda. Quer na restauração quer nos demais setores da sociedade, há que educar para as regras mais elementares do socorro básico de vida, em vez de uma aposta tão aparatosa no betão e noutros campeonatos.
Por outro lado, a resposta morosa do socorro, por parte das entidades ligadas à saúde e segurança, está a gerar muitos reparos críticos por parte dos familiares e da comunidade. O certo é que, por mais justificações e argumentário a dar a tão inesperado e incrível episódio, já ninguém consegue recuperar a vida de um indivíduo, que também é um profissional de saúde.
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