Sem-abrigo multiplicam-se pela cidade do Funchal

foto Luís Rocha

Que este modelo de desenvolvimento gera muitos pobres, enquanto apenas alguns enriquecem, pensamos que já muitos perceberam. Que o Funchal (e não só) está cada vez mais cheio de sem-abrigo, também já tem sido por nós reportado e é do conhecimento geral. Só quem não quer ver é que não repara nas pessoas a dormirem pelas ruas da cidade, à noite, num qualquer recanto, por vezes imundo, tapadas com cobertores ou às vezes quase nada, improvisando um leito de ocasião.

A necessidade obriga por vezes a ser inventivo, para preservar um corpo humano de estar à mercê, por exemplo, das baratas que infestam as ruas da urbe. Este senhor foi por nós fotografado por estes dias, num “beliche” improvisado nas obras de um estabelecimento funchalense bem central. Colocamos a foto hoje em destaque na nossa rubrica “Imagem”, como símbolo do desfasamento entre a iniciativa privada (comércio) e a falência do apoio social a pessoas muitas vezes condenadas à rua pelo seu próprio comportamento de adição a álcool ou a drogas. A verdade é que se trata de gente como nós somos. Eles estão aí e não vão desaparecer. Só podem piorar (ou melhorar, se quem de direito fizer o que lhe cabe para resolver o problema). Aguardemos. O anterior edil, Pedro Calado, dizia que não descansaria enquanto houvesse um único sem-abrigo nas ruas da cidade. Que diz Cristina Pedra?


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