JPP diz que agricultores são “escravizados”

Élvio Sousa recordou, num contacto com os agricultores santacruzenses, a passagem do secretário regional da Agricultura, Humberto Vasconcelos, na Festa da Amora em Gaula: “Ainda ontem o senhor secretário citava as escrituras bíblicas para referir-se à civilização da inveja, de “assassinatos políticos” e de ciúmes, mas esqueceu-se de referir as histórias da escravatura e da opressão sobre os povos que trabalham a terra”, referiu o cabeça de lista do JPP.

“Neste momento, é oportuno lembrar que os agricultores da vinha, da cana-de-açúcar e da banana estão a trabalhar para aquecer, e ainda em regime de semi-escravatura, para alimentar empresas públicas”, acusou.

O JPP, afirmou, propõe-se lutar pelas populações que vivem da agricultura e por aqueles que trabalham de sol a sol, e que recebem pela uva o mesmo preço de há 30 anos.

Por estes, e por aqueles que recebem pela banana muito menos do que há 15 anos, e por outros “escravizados” que recebem apenas 340 euros por uma tonelada de cana-de-açúcar, quando o produto final aumentou 40%”, frisou Élvio Sousa, assumindo o compromisso.

“Conhecendo esta realidade, comprovada com as facturas, temos a obrigação de pagar melhor. A banana por exemplo, tem de ser paga, pelo menos, a 1 euro por quilo e acabar com os tachos e com as viagens e os carros de luxo da GESBA, e dispensar, com justa causa, todos os amigos de Albuquerque e de Vasconcelos, que continuam a escravizar os agricultores”, insistiu.

“O que dizem os agricultores é que isto está pior que o fascismo e com razão. Eles estão a trabalhar para aquecer e a perder dinheiro. Estão a trabalhar para sustentar empresas de amigos que «comem» 12 milhões  dos 18 milhões dos fruto do produtores de banana”, concluiu Élvio Sousa.


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