BE quer voos, empresa de navegação e parque de campismo para o Porto Santo

O Bloco de Esquerda concentrou-se no Porto Santo, nesta segunda-feira, dia 12. O cabeça de lista às eleições regionais, Roberto Almada, e a coordenadora regional e segunda candidata, Dina Letra, estiveram na ilha em contacto com a população, refere uma nota.
Abordada, nesta ocasião, foi a mobilidade, um dos assuntos que mais preocupa as e os porto-santenses. A ligação aérea Madeira-Porto Santo depende de sucessivos contratos provisórios, criando uma enorme incerteza na vida dos habitantes e impedindo o planeamento atempado das deslocações, referem os bloquistas.
Também o estado actual da ligação por ferry, que não funciona durante o mês de Janeiro, cria dificuldades acrescidas aos habitantes e à economia de Porto Santo.
O BE quer uma solução duradoura para a ligação aérea e o compromisso de que respostas contratualizadas devem ser atempadas e assegurar sempre a possibilidade de compra de voos com até 6 meses de antecedência.
Situações como as que sucederam este ano, com impossibilidade de compra de voos a partir de meados de Agosto e mesmo até ao prazo limite, colocam em causa direitos básicos dos porto-santenses (como o acesso à saúde) e não se podem repetir, assegurou o Bloco.
O BE defende também a regionalização da operação dos portos e da ligação ao Porto Santo, com a criação de uma empresa pública de navegação para as ligações marítimas entre a Madeira e o Porto Santo e também ao território continental, a preços acessíveis e durante todo o ano.
Na deslocação ao Porto Santo, os candidatos Roberto Almada e Dina Letra abordaram ainda a questão do parque de campismo. Reconhecendo a importância da criação de espaços verdes para fruição pública no Porto Santo, o Bloco opõe-se ao fim do Parque de Campismo.
Outros espaços poderiam ter sido usados para a criação do parque urbano. A existência de um parque de campismo no Porto Santo é fundamental para que também os madeirenses tenham acesso a fazer férias naquela ilha, entendem os bloquistas.
“Para muitos jovens, e menos jovens, acampar é a forma de conhecerem a Região e de, mesmo com parcos recursos, poderem passar férias fora de casa. Ao contrário do que julga Miguel Albuquerque, madeirenses e porto-santenses também têm direito a fazer turismo cá dentro. Não podem ser só os mais ricos a ter acesso à beleza natural da Região. O Bloco de Esquerda lutará pela criação de um parque de campismo no Porto Santo”, promete o partido.

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