CDU diz que Plano e Orçamento da CMF são “a maior fraude dos últimos anos”

A CDU denunciou, em mais um longo comunicado, “a maior fraude dos últimos anos”. Referindo-se ao Plano e Orçamento da Câmara Municipal do Funchal, que estarão em discussão na próxima semana, a CDU considera que sendo verdade que as verbas são das maiores dos últimos anos, isto não quer dizer que os 128 milhões apresentados, consigam dar resposta aos problemas das populações.

“Ao espelharmos os 5 eixos apresentados com a realidade vivida pelos funchalenses, desmontamos o marketing e as promessas e vemos que no documento apresentado existem promessas proteladas no tempo, e não efectivadas no terreno”, continua a referir a deputada municipal Herlanda Amado.

“É afirmado que existem verbas para a habitação social e num concelho com o mais elevado número de famílias em lista de espera, era expectável que a construção de habitação para as famílias socialmente mais carenciadas fosse mais expressivo. Dizer-se que se vai construir 100 fogos ou que irão ser construídos novos conjuntos habitacionais para habitação social OU a custos controlados, coloca-se a questão, daqui a quantas décadas as milhares de famílias terão o seu problema resolvido, tendo em conta o aumento do custo de vida ou o aumento das taxas de juro para habitação?”, questiona a comunista.

Por outro lado, refere a dinamização do tecido empresarial e económico, com a eliminação da derrama, quando esta taxa teria apenas incidência sobre as maiores empresas e com lucros superiores a 150 mil euros tributáveis.

“A autarquia reconhece que podemos estar perante a perda de 6 milhões de euros”, fundamentais nas receitas da mesma para dar resposta aos verdadeiros problemas do concelho.

“Com a aplicação desta taxa há uma protecção descarada aos grandes grupos económicos e contrariamente ao que se tenta “vender” junto da opinião pública, as micro, pequenas e médias empresas não seriam afectadas pela implementação desta medida”, prossegue a CDU; que acrescenta que, apesar dos contínuos anúncios de obras que arrancarão no próximo ano, daquelas que são identificadas no documento, a maioria tem sido inscrita em orçamentos anteriores, sem a efectiva concretização no terreno, como seria de esperar.

Na próxima 3ª feira (06 de Dezembro), a CDU apresentará as suas propostas na reunião da Assembleia Municipal.

Para a CDU só com a planificação e a garantia de financiamento efectivo para responder aos problemas das populações será possível  garantir um verdadeiro e real desenvolvimento social e territorial para todos.