Albuquerque debate-se com dúvidas sobre como tratar dependentes do “bloom”

Questionado pelos jornalistas à margem da inauguração das luzes de Natal, o presidente repetiu que a solução “não é fácil” (foto facebook GR)

Questionado pelos jornalistas aquando da inauguração das luzes de Natal sobre uma recente reportagem televisiva sobre o flagelo da droga “bloom” na Madeira, Miguel Albuquerque admitiu que é “uma situação extremada” que tem de ser enfrentada. Curiosamente e algumas horas mais tarde, era já noite, o FN noticiou mais um caso de um indivíduo alterado, dominado por populares num restaurante da baixa.

De tarde, o chefe do Executivo assumia já que “existe um conjunto de pessoas que consomem essa droga barata (…) Temos de enfrentar a situação, com equipas pluridisciplinares, no sentido de integrar e tratar essas pessoas”. O que, garantiu, não é fácil, pois a lei não permite o internamento compulsivo. “Para internar uma pessoa dessas, que está dependente dessas substâncias, é necessária uma autorização judicial. Isso causa alguma dificuldade”.

O bloom, disse Albuquerque, é utilizado “em procedimentos fito-sanitários”, mas quando é consumido como droga gera “situações devastadoras”.

O líder madeirense voltou a repetir que os casos “estão devidamente identificados” e disse ser preciso “muito cuidado” no tratamento.

Questionado pelos jornalistas sobre se não é possível pedir autorizações judiciais para internar estas pessoas, Miguel Albuquerque respondeu que “para algumas pessoas vamos ter que pedir, porque há pessoas que, pelas circunstâncias do consumo vão ter que ser tratadas em instituições, não tenho dúvidas sobre isso”.

Se é possível ou não internar as pessoas sem a vontade do próprio, disse não saber dizer, “porque isso está regulamentado pelos especialistas”.

“Como é que nós podemos acompanhar pessoas que têm uma vida disfuncional, que estão na rua e consomem esses produtos e deles estão dependentes…”, interrogou-se o presidente da RAM. “Não é fácil”, voltou a repetir.