Sociedade madeirense ajuda Las Tejerías, na Venezuela

Segundo um comunicado, a sociedade civil madeirense, numa iniciativa liderada por Moisés Rodríguez, em parceria com a Cáritas Diocesana do Funchal, as IPSS Monte de Amigos e Santana Cidade Solidária e Jesus Teixeira, representante das equipas de softball Dolphins e Bucaneros, enviou, esta quarta-feira, cinco paletes de ajuda humanitária para Las Tejerías, no Município de Santos Michelena, Estado de Aragua, Venezuela.

Esta acção humanitária, que visa ajudar as vítimas do temporal em Las Tejerías, contou também com o apoio do Grupo Sousa/Logislink, no transporte marítimo dos bens doados entre a Região Autónoma da Madeira e Portugal Continental, bem como da Casa Santo António, que garantiu o transporte dos bens até aos armazéns da Logislink, na Cancela.

Entre as cinco paletes encontram-se, aproximadamente, meia tonelada de comida, água potável, material médico (máscaras, álcool e álcool gel), kits para bebé, fraldas para adultos e roupa, que serão distribuídos pela região afectada, através da Cáritas Venezuela.

A ajuda resultou de uma campanha de recolha de bens que se realizou em vários locais da Região, entre eles: Junta de Freguesia de Santo António (Funchal), Junta de Freguesia de Santa Luzia (Funchal), IPSS Monte de Amigos (Funchal), Padaria e Pastelaria Rainha (Câmara de Lobos), Festa dos Sonhos (Santa Cruz), Lucy Presentes (Santa Cruz), Conjunto Habitacional Mesquita (Machico), IPSS Santana Cidade Solidaria (Santana), Restaurante “El Desafio” (Ribeira Brava), Supermercado Meu Super (Ponta do Sol) e Casa do Povo da Calheta (Calheta).

“Agradecemos desde já a colaboração de todos os madeirenses que se juntaram a esta campanha para ajudar aos irmãos da Comunidade de “Las Tejerias” e aos nossos emigrantes e lusodescendentes que perderam tudo na calamidade”, refere a organização.

No passado dia 8 de Outubro a comunidade de “Las Tejerías”, no Município Santos Michelena, Região Autónoma de Aragua, na Venezuela, foi afectada por uma catástrofe natural, que causou a morte de mais de 50 pessoas (incluindo dois madeirenses), mais de 70 desaparecidos e mais de 100 feridos. Estima-se ainda que cerca de 100 casas na região estejam totalmente destruídas.