CDU continua a debater causas da pobreza e a tentar encontrar soluções

A CDU reuniu-se hoje na sua sede com a EAPN Portugal – Rede Europeia Anti-Pobreza, no Espaço CDU, no Funchal, num encontro quer contou com a presença do Pe. Agostinho Jardim Moreira.

No âmbito da nova iniciativa da CDU, intitulada “Empobrecer”, esta reunião de trabalho, segundo Edgar Silva, coordenador Regional, “incidiu sobre elementos de diagnóstico sobre as causas do problema, seguindo-se a componente de identificação de medidas de natureza estratégica para agir sobre a raiz mais profunda dos fenómenos sociais na Madeira e no Porto Santo”.

De acordo com os dados adiantados pela EAPN, segundo o Pe. Agostinho Jardim Moreira, “os trabalhadores pobres são uma realidade bem conhecida em Portugal. O empobrecimento a trabalhar tem-se agravado no País. Segundo os rendimentos de 2020, 11,2% dos adultos em trabalho estavam em risco de pobreza. Mas, em 2022, segundo os últimos dados, o empobrecimento de quem tem trabalho aumentou. Cerca de 20% dos adultos em trabalho estão em risco de pobreza”.

Para a CDU, como afirmou Edgar Silva, “na Região Autónoma da Madeira a situação é especialmente gravosa pelo facto de ser mais acentuado o problema da precariedade laboral. E com a maior precariedade mais intensas são as dinâmicas do empobrecimento que está em curso”.

Conforme referiu Edgar Silva, “o empobrecer no trabalho afecta cerca de 34.000 trabalhadores da Região. Aqui, cerca de 25% da população activa vive experiências de instabilidade social e laboral. Segundo os dados oficiais, 18.000 trabalhadores da Região Autónoma da Madeira são precários. Se a estes números juntarmos os trabalhadores a recibos verdes, que são mais de 8.000, na sua grande maioria numa situação de falsos recibos verdes, e se juntarmos os cerca de 3.500 trabalhadores em situação de subemprego e os trabalhadores desempregados integrados nos programas de ocupação de desempregados, que ultrapassam os 3.000 podemos afirmar que mais de 25% dos trabalhadores estão numa situação laboral sem estabilidade. Ora, no tempo presente, este é um universo particularmente exposto ao empobrecimento mais acentuado”.