“Confiança” considera que há obras no Funchal com atrasos inaceitáveis

Na reunião da CMF esta quinta-feira, a “Confiança” considera que ficou evidente a “descoordenação existente no seio da CMF, quer com obras a ultrapassar largamente o prazo previsto, quer com o adiamento de propostas por incapacidade de análise por parte dos serviços”.

A Confiança manifesta, portanto, a sua profunda preocupação com os atrasos que se vêm verificando nas obras em curso no concelho do Funchal, algumas delas que já vão para o terceiro adiamento, como é o caso da obra do Matadouro.

A falta de coordenação também se sente nas intervenções simultâneas, de obras públicas e privadas, que vêm condicionando imensas artérias da rede viária funchalense, particularmente em período de regresso às aulas.

A equipa da Confiança viu ainda a sua proposta de criação de Bolsas de Estudo por Mérito não ser incluída da ordem de trabalhos, por alegada incapacidade dos serviços em proceder à análise da mesma, ficando evidentes as consequências da instabilidade vivida no pelouro da educação, com entradas e saídas de vereadoras.

“Os funchalenses começam a sentir na pele os efeitos da gestão municipal descoordenada da extinta coligação PSD/CDS, que está mais preocupada com jogos de bastidores e promoção de imagem enquanto os problemas da cidade se vão avolumando sem soluções à vista”, aponta o vereador Miguel Silva Gouveia.

“Se a gestão da cidade é um fardo demasiado incómodo para os vereadores da maioria PSD, ao menos permitam à Confiança continuar a apresentar as suas propostas para o Funchal”, conclui o autarca.

Nos quatro pontos que compunham a ordem de trabalhos, os vereadores da Confiança apresentaram os seguintes sentidos de voto:

  • Aprovação do concurso público para aquisição de combustíveis, uma prática iniciada pelo executivo da Confiança e que vem permitir ao município beneficiar de descontos de 11,5 cêntimos/litro no gasóleo e de 8 cêntimos/litro na gasolina.
  • Aprovação de um financiamento de 26 mil euros a sete entidades para o desenvolvimento de actividades de cariz cultural, nas áreas da música, da pintura e do teatro, ao abrigo dos apoios ao associativismo.
  • Abstenção na proposta de aditamento ao contrato do empréstimo de 7,13 milhões de euros, por considerar a mesma injustificada e desnecessária.
  • Voto contra a revisão aos alinhamentos na Travessa do Lombo da Boa Vista, por não salvaguardar o traçado da estrada pedida pela população daquele sítio e por considerar que a supressão de alinhamentos promove a especulação imobiliária.