Calado admite problema de segurança no Funchal mas culpa Lisboa

A sessão do Dia da Cidade do Funchal serviu novamente de palco à troca de acusações entre o executivo de Pedro Calado e a oposição, tendo o presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, contribuído ao não poupar elogios à actual gestão camarária do seu antigo vice-presidente do GR.

O actual edil afirmou ter deparado com uma gestão caótica ao ter tomado posse no Município, referindo-se mais uma vez a “dívidas ocultas” e mencionando ainda património hipotecado e contas penhoradas. Irresponsável, foi como classificou a anterior governação presidida por Miguel Gouveia. Até as transferências do Estado para a autarquia chegaram a estar em causa, afirmou.

Ora, alegou, durante a sua gestão da CMF, o maior Orçamento Municipal dos últimos 20 anos foi aprovado, totalizando 110 milhões de euros (depois acertado para 122 milhões de euros, e caracterizado por uma preocupação social determinante. Calado disse ainda ter conseguido reduzir a carga fiscal em 5,5 milhões de euros ao eliminar a derrama e devolvendo 2,5% do IRS.

Aproveitou também para apontar baterias a Lisboa, acusando o executivo socialista de António Costa de causar cada vez mais o caos em sectores primordiais da economia e da sociedade portuguesa, atirando cada vez mais Portugal para o conjunto dos países europeus menos desenvolvidos. Citou, a propósito, ineficiência nos sectores da saúde, da protecção civil, com o combate aos fogos, ou os erros cometidos na forma de lidar com a situação da transportadora aérea nacional. Queixou-se, aliás, de “oportunismo político e insensibilidade social” por parte do Governo de Costa.

Por outro lado, e numa altura em que aumentam os crimes reportados no Funchal, com violações, esfaqueamentos e assaltos e em que a marginalidade aumenta, tal como o número de sem-abrigo se multiplica na urbe, admitiu que uma das coisas que mais o preocupa é a temática da segurança e dos meios necessários para a assegurar. No entanto, mais uma vez culpou Lisboa pelas insuficiências das forças policiais.

Admitindo que há que combater o consumo de álcool e drogas, queixou-se de falta de capacidade do Estado para suprir as lacunas da PSP da RAM em matéria de meios humanos.

Na sessão solene foram atribuídas medalhas de mérito aos bombeiros do Funchal (Sapadores e Voluntários Madeirense), à Cruz Vermelha e, postumamente, a Lourdes Castro, Juvenal Garcês e Gonçalo Malheiro Araújo.

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