Estepilha: a Madeira tem um “José do Egipto” contra as vacas magras

Uma padaria fotografada pelo autor em Tashkent, Uzbequistão…
Rui Marote
Rogério Gouveia, secretário das Finanças anunciou ontem a criação de uma reserva regional de cereais para fazer frente às complicações da guerra da Ucrânia. O Estepilha achou graça e começou logo a lembrar-se dos temas bíblicos, nomeadamente a bem conhecida história de José, décimo filho de Jacob. Vendido pelos seus próprios irmãos como escravo, acabou no Egipto, na corte de um faraó que era atormentado por sonhos de vacas gordas, magras e espigas de trigo saudáveis e estragadas…
Só José, narra a Bíblia, soube interpretar os sonhos do faraó, assim ascendendo a posição cimeira. A interpretação era a de que haveria no Egipto sete anos de fartura, seguidos porém por sete anos de fome. Assim, divisou um plano, que consistia em construir silos para armazenar todo o trigo no período de fartura e preparar o de carestia.
Estepilha: a história repete-se na Madeira. Rogério Gouveia não necessitou de magos para interpretar: há que criar uma reserva de cereais. Pelo andar da guerra na Ucrânia, é melhor que a reserva seja bem grande para que o preço do pão não fique incomportável e se morra de fome. A melhor maneira, pensa o Estepilha, é pôr já em campo um oligarca madeirense para executar em tempo recorde no Caniçal os silos necessários para armazenar o cereal precioso.
“Casa que não há pão todos ralham e ninguém tem razão”, já diz o ditado… O preço do pão e das massas alimentícias resulta do abastecimento e do preço dos cereais entregues à Região.
Este novo “José” da Avenida Zarco interpretou o sonho, mas há outros Josés do Egipto que fechados no gabinete passam a vida a dormir.
Alguém se lembra que facto na Madeira há alguns anos, existiram silos para reserva de cereais?