Francisco Simões apresenta 15 desenhos sobre José Saramago

A Galeria Anjos Teixeira inaugura, nesta terça-feira, 21 de Junho, pelas 19h00, à Rua João de Deus, n.º 12, no Funchal, uma exposição sobre José Saramago, com desenhos de Francisco Simões.

A mostra intitula-se “Estudo para um Saramago”. Apresentará 15 desenhos sobre José Saramago, revelando-se, em cada um dos ensaios realizados por Francisco Simões, perspectivas do rosto do escritor, facetas ímpares e traços específicos da sua personalidade, linhas incisivas que se traduziram na vasta obra do Nobel português, naquela que é a sua visão universal e progressista da história, refere uma nota da galeria.

Captar e expressar através do desenho referenciais identitários do escritor é mérito maior de Francisco Simões e marca inédita desta exposição, refere-se.

Quando se comemora o centenário do nascimento do escritor José Saramago, no âmbito daquela que é, neste ano, para a Galeria Anjos Teixeira a sua temática central – a “diáspora” – realiza-se a exposição de desenhos de Francisco Simões que regista traços que identificam o autor e marcam a obra do Prémio Nobel da Literatura de 1998.

“A Galeria Anjos Teixeira aborda Saramago naquela que é a sua linguagem sobre a insularidade distante e na gramática que detalha as vivências da diáspora.  Nesta perspectiva os desenhos, que pelas mãos de Francisco Simões integram estudos para um Saramago, trazem referências à diáspora e à insularidade como condição de criação cultural”, diz uma nota remetida à comunicação social.

A mostra assume-se assim como uma incursão no universo da criação cultural e no legado cultural de José Saramago.

“Recorrendo à escrita de José Saramago, em “A Bagagem do Viajante”, podemos afirmar que os sinais que a cultura vai deixando através dos tempos são para os novos viajantes «os roteiros, as bandeiras, as cartas de marear, os sinais de trânsito, as bússolas», mas são também os «segredos» por onde viajar. E é nesta perspectiva que os desenhos de Francisco Simões eternizam livros e versos célebres que se deverão transmitir através das idades e ao longo da história”, conclui a comunicação enviada às Redacções.