Rui Barreto prossegue campanha interna para a presidência do CDS-M

O actual dirigente do CDS-M, Rui Barreto, prossegue a campanha interna para a presidência do CDS na Região Autónoma da Madeira. Ontem, o líder regional dos centristas reuniu cerca de 60 militantes, maioritariamente do concelho do Funchal, no Hotel Orquídea, com o objectivo de esclarecê-los sobre as suas ideias e projectos para o partido.

“A concelhia do Funchal tem cerca de 900 militantes. É uma concelhia que tem feito um trabalho notável que se reflectiu nas últimas eleições autárquicas, onde fomos em coligação com o PSD e vencemos a Câmara Municipal do Funchal, colocando o centro direita a governar a cidade. O CDS, pela primeira vez, na história da sua fundação, está no executivo camarário”, exaltou Barreto.

A moção “A Direita da Madeira” que Rui Barreto levará ao próximo congresso do CDS-PP Madeira, que se realiza a 25 e 26 de Junho, no Savoy Palace, vem sendo apresentada às comissões políticas concelhias nas últimas semanas. Centra-se na “consolidação do CDS como partido de poder”.

Segundo Rui Barreto, a estratégia deve ser a celebração de um acordo pré-eleitoral com o PSD para as próximas eleições legislativas e reforça que “saber usar a expressão que nós temos e defender o património que nós conquistamos” é primordial.

O balanço destes quase três anos de governo é “positivo”. “Temos governado em nome do superior interesse dos madeirenses”, declarou.

O actual líder do CDS regional e, também, secretário regional da Economia, assume, assim, uma coligação com o PSD nas eleições legislativas regionais do próximo ano. Uma posição clara de Rui Barreto que deverá ser um dos temas centrais do XVIII Congresso do partido.

Barreto garantiu que, sob a sua liderança “os valores da credibilidade, da competência e da confiança vão estar sempre presentes” e apela a todos para que lhe deem força nos próximos dias 25 e 26 de Junho.

Quanto à reestruturação interna do partido, Barreto volta a enunciar as principais alterações: Amílcar Figueira – Secretário Geral; Gonçalo Pimenta – Coordenador Autárquico; e João Casanova – Coordenador do Gabinete de Estudos.

Entretanto, termina no próximo dia 17 de Junho, o prazo de entrega das moções de estratégia global. De acordo com os regulamentos aprovados para este congresso, as moções de estratégia global têm de ser subscritas por um mínimo de 150 militantes.

Esperam-se cerca de 250 militantes no Congresso do CDS, que contará, no domingo, com as intervenções de Rui Barreto e do líder nacional, Nuno Melo.