Susana Prada diz que GR se prepara para as alterações climáticas “no pior dos cenários”

A secretária regional do Ambiente, Recursos Naturais e Alterações Climáticas, Susana Prada, considerou, na abertura do Seminário Internacional “Desafios das Alterações Climáticas em Regiões Insulares” que “mesmo no melhor dos cenários os impactos das alterações climáticas são inevitáveis, e exigem uma antevisão política de investimentos estratégicos, focada e muito bem definida”.

Essa, afirmou, “tem sido a visão do Governo Regional em diferentes domínios da ação climática, da água à floresta, dos resíduos à produção, da energia à descarbonização, da educação à economia, da vulnerabilidade à protecção”. A governante afirmou que é para os piores cenários que nos temos vindo a preparar, e para os quais continuaremos empenhados.

“Apostamos no conhecimento científico, e nos melhores recursos de forma a garantir o crescimento e o desenvolvimento sustentável da Região e da sua Economia, e a segurança de População e Bens”, disse Prada.

Acrescentou que o GR está, nesse sentido, a actualizar os cenários climáticos futuros para a Região Autónoma da Madeira, tendo por base o mais recente relatório do IPCC e desta forma proceder à atualização da Estratégia Regional de Adaptação as Alterações Climáticas.

“Numa ilha com as características como as do Porto Santo, os riscos de erosão costeira e de menor disponibilidade hídrica, assumem particular importância. Para o Governo Regional a menor disponibilidade hídrica, nomeadamente de água potável, é uma área de investimentos prioritária, de vanguarda técnica e científica, há mais de 40 anos, que permite assegurar água em quantidade e qualidade nesta ilha, a uma população muito variável, que chega a quintuplicar durante o mês de Agosto”, referiu.

“O sucesso da estratégia de aproveitamento de 100% das águas residuais, é uma realidade no Porto Santo há já 17 anos, e mais um excelente exemplo de antevisão na gestão de um recurso. A melhor Praia da Europa, monumento natural, e da qual todos nos orgulhamos, não seria a mesma sem o seu cordão dunar. Preservá-lo é muito mais do que um exercício difícil. Aumentar a resiliência do cordão dunar, e de todo o ecossistema a ele associado, é uma medida de proteção do território, da biodiversidade, de pessoas e de bens naturais, culturais e económicos, inquestionável no Porto Santo”, acrescentou.

“O Life Dunas surge na Estratégia Regional de Combate às Alterações Climáticas como um Projeto exigente e multidisciplinar, da maior importância para o Porto Santo, e para a Região como um todo; e de forma global para a resiliência de outros sistemas dunares em que possa ser replicado, face à enorme pressão a que estão sujeitos. Agradeço aos oradores que se deslocaram ao Porto Santo para enriquecer este Simpósio com o seu conhecimento e a experiência das suas Regiões”, referiu.