Bloco de Esquerda associa-se à luta dos trabalhadores da ECM

O Bloco de Esquerda Madeira associou-se hoje às reivindicações dos trabalhadores da Empresa de Cervejas da Madeira (ECM) que convocaram dois dias de luta por aumentos salariais justos, o pagamento digno das horas extras, bem como contra a descriminação salarial que se faz sentir em alguns sectores, onde trabalhadores com a mesma categoria e os mesmos anos de serviço não auferem salário igual.

De acordo com uma nota dos bloquistas, os mesmos lutam também pela revisão do Acordo da Empresa, que, em 2018, lhes retirou uma série de subsídios e complementos que compunham o salário base.

“Desde 2019, que os trabalhadores não têm aumentos e a administração da ECM propõe-lhes um aumento de 1,5%, o que é quase um insulto para quem ali trabalha. Principalmente quando só desde janeiro deste ano, o cabaz alimentar teve um aumento 3 vezes superior ao dos salários e a inflação foi superior a 5% em Março de 2022”, refere o BE.

“Os ganhos desta luta serão uma vitória para todos os trabalhadores da ECM e não apenas para aqueles que fizeram greve, por isso todos devem associar-se, mesmo que, segundo nos disseram, “haja um clima de medo e de perseguição”, diz o BE.

“Só com pressão, só com mais força haverá resultados mais rápidos que beneficiarão todos. Era importante que não tivessem medo de juntar-se a estas reivindicações que são justas. Que lutassem pelo futuro das suas carreiras e, ao mesmo tempo, por um salário que lhes permita pagar as suas despesas e viver com dignidade e não apenas sobreviver”, refere a coordenadora Dina Letra.

“Os lucros das empresas não devem servir apenas para distribuição de dividendos pelos accionistas, devem também contribuir para a melhoria da massa salarial de quem produz, dos trabalhadores, daqueles que todos os dias dão o seu contributo, com o seu trabalho, para o desenvolvimento desta empresa regional”, conclui o Bloco.