Galeria Espaçomar inaugura em breve a mostra “Sistema Circulatório”

A Galeria espaçomar, da Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco, no Funchal, inaugura no próximo dia 21 de Janeiro, às 12:00, a exposição “SISTEMA CIRCULATÓRIO” de Martinho Mendes e David Oliveira.

Esta exposição traduz um projecto que resulta de uma parceria entre um artista visual e um arquitecto, em torno de um tema comum: a paisagem insular.

Nas palavras dos artistas: “Sistema circulatório é uma exposição que procura reflectir, especificamente, acerca do papel da água na paisagem cultural da Madeira, reunindo diferentes representações vinculáveis à sensibilidade de quem habita, cultiva e projecta neste território, e que problematizam, ainda, a procura pelo equilíbrio entre o ser humano, a cultura e o lugar.”

O objectivo é “problematizar, desta forma, o papel da água, a sua essencialidade desde os primórdios da ilha, encarnando muitas das vezes uma dimensão mítica e catártica. Mostrando alguns instrumentos que serviram de modelação e transmutação da paisagem como um “medidor de caudais”. Olhando e dando a mostrar as transformações dos “sistemas de produção agrícola e energética”.

Destaca-s, ainda, na presente exposição uma vertente assumidamente educativa, transversal a todos os níveis de ensino.

É um olhar sobre a ilha e a sua paisagem, mostrando as suas implicações, transformações, reconhecimentos e impactos nas vivências e mundanidade daqueles que a habitam, “potenciando desta forma uma “literacia da paisagem”, promovendo a reflexão e a representação de um imaginário muito específico da ilha através de diferentes interpretações”, refere-se num comunicado.

Martinho Mendes nasceu na Madeira (1981) onde vive e trabalha. Formou-se em Artes Plásticas, na Universidade da Madeira, em ramo de ensino das Artes Visuais, e em Educação artística, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Paralelamente à criação artística, coordena o serviço educativo do Museu de Arte Sacra do Funchal onde exerce funções técnico-pedagógicas e de programação cultural no Serviço Educativo. As suas principais áreas e interesses de investigação são a educação artística, em museus e centros de arte, assim como a criação e a experimentação artística no cruzamento com os territórios da pedagogia, dos estudos insulares, das ciências naturais, a etnografia e a espiritualidade, explorando e combinando diferentes meios expressivos como a instalação, o desenho, a pintura e a fotografia. Realizou as seguintes exposições individuais: Espinhos e Acúleos, no Museu Henrique e Francisco Franco e Museu a Cidade do Açúcar, Funchal, 2020; Luminu, a história de uma colheita, Capela da Boa Viagem, Funchal, 2020; Geografia do  Risco, Sismógrafo, Porto (2018); Do Bom Despacho ao Livramento, Museu Etnográfico da Ribeira Brava(2018); Orgânico, Perene, Galeria dos Prazeres, 2014; Cheerfulness, Museu de Arte Sacra do Funchal (2013); Em trânsito, Museu de Arte Sacra do Funchal (2012); Sobre a mesa, Galeria ASVS Porto (2011); Do litoral – Echium nervosum, Espaço Infoarte da SRTC, Funchal (2011); As nossas memórias nos mentem; Galeria ASVS, Porto (2009); A Casa na Encruzilhada, Colégio dos Jesuítas, Universidade da Madeira, Funchal (2006).

Destaca-se a participação nas seguintes exposições coletivas: Ilhéstico, Torre dos Paços do Concelho da Câmara Municipal do Funchal e Galeria Porta 33, Funchal, 2019; Em Viagem , Quinta Magnólia, Funchal (2019); Derrocada/downfall, parceria com Mihal Krenz, Casa da Cultura de Santa Cruz, Madeira (2018); Por entre flores e pedras, parceria com Bruno Corte no Museu Geológico de Lisboa (2017); Between Islands, festival internacional de vídeo-arte, TEA-Tenerife Espaço das Artes, Tenerife – Canárias; Centro de Inovação cultural El Almacén, Lanzarote – Canárias, 7o FIVAC – Festival Internacional de Video Arte de Camagüey – Cuba; Tabakalera. Donosti – San Sebastián; Festival Internazionale Video Arte 56 Viareggio, GAMC Lorenzo Viani de Viareggio – Itália; Centro Cultural de España en Nicarágua – Nicaragua, Ex-Teresa Arte Actual – Mexico; Gran Canaria Espaço Digital, Espanha; Museu de Arte Moderna de Santo Domingo – República Dominicana (2016-2017); Experiência da Forma- Um olhar sobre o Museu de Arte Contemporânea II, Mudas – Museu de Arte Contemporânea da Madeira (2015); Alguns Endemismos e outras Naturezas, parceria com Sílvio Cró e Dina Pimenta, Fortaleza São Tiago – Museu de Arte Contemporânea do Funchal (2014); Labirinto de Memória, Colégio dos Jesuítas, do Funchal (2013); Linha/Line na Porta 33, Funchal (2013); 1988- 2013: algumas doações na Fortaleza São Tiago – Museu de Arte Contemporânea do Funchal (2013); Sobre Pedras, entre muros, Colégio dos Jesuítas do Funchal (2005); Mundos e Modos, Teatro Municipal Baltazar Dias, Funchal (2005); Seis artistas plásticos madeirenses na Bélgica (2004);  De um lugar extremo e nulo, parceria com Alice Sousa, Fortaleza São Tiago – Museu de Arte Contemporânea do Funchal (2004); 7o Prémio Fidelidade Jovens Pintores, Casa da Companhia, Porto e Abrantes (2003); Galeria em grande, exposição coletiva de pequeno formato, Galeria da SRTC, Funchal (2002).

 

David Oliveira (1994) nasceu no Estreito de Câmara de Lobos, Madeira. Depois de ter estudado Arquitetura na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto e na Escola de Arquitetura e Design de Oslo, e colaborado no estúdio Hallstein também em Oslo, concluiu em 2019 o Mestrado em Arquitetura com uma investigação intitulada “Terroir Madeira: uma vocação reencontrada, (trans)formações na arquitetura da paisagem vitícola”. No mesmo ano participou e colaborou no IV Congresso Mundial ITLA 2019 “Re-encantar Bancales”, em Gran Canária, na Madeira e La Gomera, abril de 2019. Neste congresso participou na exposição coletiva com dois posters representativos das especificidades do território de socalcos da ilha da Madeira, intitulados “Landscapes in Transit” e “Productive Landscapes”. Desde então tem participado em exposições tanto individuais como coletivas, tais como: Exposição individual de Arquitetura e Paisagem na Ordem dos Arquitectos da Secção Regional da Madeira, com o título “Terroir Madeira, Uma Vocação Reencontrada, (trans)Formações na Arquitetura da Paisagem Vitícola”, março de 2020. Exposição coletiva de Artes Visuais na Galeria dos Prazeres, Madeira, intitulada “Pela Paisagem Dividida, Retalhada”, novembro 2020. Foi orador no Workshop de Arquitetura da Universidade de Veneza, com o título “Paisagem Vitícola – Viticultural Landscape”. Em coordenação com José Adrião Arquitetos, junho de 2021. Atualmente, na Secretaria Regional de Ambiente e Alterações Climáticas, integra a equipa multidisciplinar responsável pela inscrição das Levadas da Madeira a Património Mundial da UNESCO. Em paralelo, desde 2020, colabora com a P-06 Atelier no projecto da Casa da Levada, futura sede da Associação da Levada de Santa Luzia.