Estepilha: há uma comédia sobre extraterrestres chamada “Omicron”..


Rui Marote
Estepilha, 58 anos decorridos o filme “Omicron”, que já estava no museu cinematográfico saiu das prateleiras empoeiradas para a ribalta actual das redes sociais, impiedosas na caricatura da actualidade. O cartaz do filme tornou-se viral com a chegada da nova variante da Covid-19. Uma longa metragem de ficção cientifica/comédia, que narra a história de um extraterrestre em corpo humano, ameaçando a vida na Terra.
 
 
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Entretanto, e talvez por inspiração desta película de duvidosa qualidade, o nome do filme foi já alterado para um suposto outro filme intitulado “The Omicron Variant” e que acrescenta um subtítulo que significa “o dia em que a terra se tornou um cemitério”, mas que é “fake”. Tal filme nunca existiu. Os artistas gráficos e designers dão azo à sua imaginação e ironia, criando cartazes que obtêm milhares de visualizações, embora não haja filmes “variante Omicron”.
Como os tufões aplicam-se nomes às variantes a torto e a direito, e a Organização Mundial de Saúde baptizou a nova variante com o nome de uma das letras gregas. Já em relacção aos filmes, as letras gregas também são populares na ficção cientifica, porque são bastante usadas também para nomear corpos celestes (como estrelas) ou constelações.
 
 
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Estepilha: ironias ou não, temos a variante verdadeira do vírus aí para fazer estragos. Para concluir, nada melhor que rememorar as palavras do nosso secretário da saúde: “Temos de aproveitar as oportunidades que o coronavírus nos dá”. E que oportunidades são essas? Ora, as de manter a distância social, desinfectar as mãos e cumprir a etiqueta respiratória… Aproveitem-nas e não se mostrem mal-agradecidos…