PAN exige a Albuquerque que esclareça o porquê da vacinação das crianças

A Comissão Política Regional da Madeira do PAN solicitou por ofício ao Presidente do Governo Regional que sejam apresentados os relatórios científicos que fundamentam a vacinação das crianças até aos 12 anos, para além da vontade dos governantes em concretizarem tal medida.

O partido remeteu a Miguel Albuquerque um ofício pedindo a apresentação das razões que levam a que o governo queira “vacinar os mais indefesos da nossa sociedade”.

O PAN refere, em comunicado, ter ouvido “com espanto e incredulidade” a afirmação de Pedro Ramos, a afirmar a 05 de Dezembro “Quero e é preciso vacinar as crianças”, argumentando que “os benefícios são superiores aos riscos”, e que estas “constituem, neste momento, um grupo vulnerável e, por isso, devem e vão ser vacinadas”.

“Supomos nós que o quer e vai fazer por razões de saúde pública com o escopo de contenção da pandemia COVID-19, com efeitos a partir do dia 14 de Dezembro de 2021, como tem sido noticiado pela comunicação social e não foi desmentido pelo governo regional”, diz o PAN.

Esta estrutura política salienta que nooopassado dia 07 de Dezembro “fomos informados que a Direção Geral de Saúde recomenda, a vacinação das crianças entre os 5 e os 11 anos, com prioridade para as que têm doenças consideradas de risco para covid-19 grave, justificando a decisão com a posição da Comissão Técnica de Vacinação contra a covid-19 (CTVC), que considerou, com base nos dados disponíveis, que a avaliação risco-benefício, numa perspectiva individual e de saúde pública, é favorável à vacinação das crianças desta faixa etária, mas não divulga os pareceres que suportam a decisão tomada”.

O PAN Madeira recorda que a Ordem dos Enfermeiros e a Sociedade Portuguesa de Pediatria se mostraram cépticos quanto à vacinação generalizada das crianças, tendo a presidente da Sociedade Portuguesa de Pediatria afirmado no dia 23 de Novembro “nas crianças, a covid-19 é habitualmente uma doença assintomática ou ligeira e, felizmente, continuam a ser raros os casos graves que obrigam a internamento ou admissão em unidades de cuidados intensivos”, ocorrendo estes “maioritariamente em crianças com factores de risco”.

Considera o PAN Madeira que a forma de agir do Governo Regional da Madeira é errada e inaceitável quer sob o ponto de vista ético, quer moral. Em primeiro lugar, porque pressupõe que o governo regional é uma entidade acima de escrutínio. Em segundo lugar, porque considera que os cidadãos, não têm capacidade de compreender as decisões governamentais e não as devem questionar.

Por isso o PAN quer saber mais, para que as famílias não fiquem com qualquer dúvida científica sobre se devem vacinar os seus filhos.