“Quarteto de Cordas Atlântico” amanhã no Hospício

A Orquestra Clássica da Madeira apresenta mais um concerto, desta vez com o “Quarteto de Cordas Atlântico”. Trata-se de um concerto integrado nesta Temporada de Música de Câmara, a ter lugar no conhecido Hospício da Fundação Princesa Dona Maria Amélia, um dos nossos estimados e nobres Parceiros, considerado um exemplo no país.

Será neste sábado, dia 9 de maio, pelas 18h, que o “Quarteto de Cordas Atlântico” irá subir ao palco para interpretar, para deleite dos ouvintes, cinco obras que transportarão os ouvintes a vivenciarem outras culturas. Para começar, o Quarteto “Atlântico” irá interpretar, do período clássico, o Quarteto em Ré Maior do alemão Wolfgang Amadeus Mozart, que ao longo da sua vida compôs vinte e seis quartetos de cordas. Do período moderno, será interpretada Sobre a Natureza à luz do Dia, caracterizada por sua estrutura minimalista, um andamento lento e um profundo senso de melancolia e estoicismo, escrita pelo britânico-alemão Max Richter, como um protesto contra a invasão do Iraque em 2003; de seguida “Tjønneblomen”, que significa “Lírio de Água” em norueguês, uma valsa tradicional norueguesa composta pelo violinista Gjermund Haugen, músico que realizou inúmeros concertos e ganhou mais de 60 primeiros prémios em competições. Seguir-se-ão a Waltz After Lasse in Lyby, uma valsa  antiga  sueca, composta por Lasse in Lyby, em 1373 em Sköna, Suécia. Lasse in Lyby era um violinista do sul da Suécia, cuja peça nos transporta às florestas profundas da Suécia. Para terminar, o Quarteto “Atlântico” irá interpretar «Stædelil», uma balada dinamarquesa da Idade Média que conta a história de um jovem cavaleiro chamado Stædelil, descrita simplesmente como «uma história de magia e amor».

O Quarteto de Cordas “Atlântico” surgiu com o propósito de abordar o imenso repertório escrito para esta formação ao longo dos últimos 300 anos da história da Música. Este Quarteto é composto por instrumentistas de várias origens e escolas de formação, tendo sido criado no seio da Orquestra Clássica da Madeira. A sua dimensão possibilita uma mobilidade e adaptabilidade podendo se apresentar nas mais variadas situações. Os protagonistas deste Quarteto são Natacha Guimarães e Joana Costa nos violinos, Marta Morera na viola d´arco e Jaime Dias no violoncelo.

Salientar que a Orquestra Clássica da Madeira, com os seus sessenta e dois anos de existência no panorama artístico-cultural da Região Autónoma da Madeira, sente-se reconhecida com esta parceria pela sua história e pelo seu papel na educação dos mais jovens e na área social na nossa Região. De referir que a Fundação Princesa Dona Maria Amélia, é uma fundação de direito português, constituída em 23 de março de 1877 por decisão da Coroa Sueca após o Hospício da Princesa Dona Maria Amélia, instituição fundada em 1853 para tratamento de doentes pulmonares, ter sido legado pela Imperatriz D. Amélia de Leuchtenberg, viúva do Imperador D. Pedro I do Brasil (Rei D. Pedro IV de Portugal), à sua irmã D. Josefina, Rainha da Suécia e da Noruega. A Fundação foi criada com o propósito inicial de preservar e administrar este legado histórico, perpetuando a obra da Imperatriz D. Amélia e a memória da sua filha, a Princesa D. Maria Amélia, na Madeira e em Portugal.


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