João Pedro Sousa, presidente da concelhia da Juventude Popular de São Vicente e secretário-geral da Juventude Popular da Madeira, pronunciou-se num “post” na rede social Facebook, sobre a questão da qualidade da água potável de São Vicente:
“Como munícipe que se preocupa genuinamente com o futuro da nossa terra, não posso ficar calado perante o que temos lido nas notícias. Ver que há creches a pedir água engarrafada aos pais e ouvir falar de análises positivas para contaminação na Boaventura deixa qualquer um de nós apreensivo.
Tenho acompanhado as discussões e vejo que muitos conterrâneos já defendem que a solução seria “entregar isto à ARM”. Precisamos de ponderar bem:
Por um lado, sabemos que a ARM traria uma manutenção mais profissional e moderna, acabando com este amadorismo de estarmos sempre a ouvir falar em equipamentos avariados ou falta de luz nos reservatórios.
Por outro lado, perderíamos o privilégio de ter a água mais barata do país. Ao passar a gestão para a ARM, poderíamos contar com aumentos na ordem dos 250%. Isto pesa no bolso das famílias, especialmente dos nossos idosos”, alerta.
“Mas a questão aqui é outra: O preço baixo não pode servir de desculpa para a falta de qualidade ou para o silêncio.
Não podemos aceitar que a resposta da Câmara seja falar em “sabotagem” ou “boatos” sem apresentar factos claros. Se a água é segura, mostrem as análises! A lei obriga à sua publicação e a transparência é o mínimo que se exige quando falamos de saúde pública. É angustiante sentir que há uma omissão de informação sobre algo tão básico como a água que bebemos e que damos aos nossos filhos”, aponta.
“A rede pública precisa de manutenção real e constante, não apenas de promessas de grandes projetos que ficam na gaveta. Queremos continuar a ter uma água acessível, sim, mas acima de tudo queremos ter a segurança de abrir a torneira e saber que o que de lá sai não nos vai fazer mal”, conclui o centrista.
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