O presidente da CMF fez hoje, um apelo aos dirigentes da Associação Fiscal Portuguesa, para que façam “um lobby, politico e económico“ positivo junto dos decisores políticos em Lisboa para tratar a Madeira de forma diferente em matéria fiscal e em matéria legislativa.
Calado falava no encerramento de uma conferência subordinada ao tema “A Tributação do Sector do Turismo”. A iniciativa, que ecorreu no Salão Nobre da Assembleia Legislativa da Madeira, pretendeu assinalar a criação da secção regional desta Associação na Madeira, presidida por Francisco Costa.
O presidente da autarquia considera que há um certo estrangulamento fiscal às decisões e ao que se pode fazer.
Pedro Calado lamentou por exemplo que o Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM) com algumas especificidades, suscite uma visão diferente daquela que existe ao nível regional e também daquela que existe ao nível europeu. “Há um tratamento diferente dado a Portugal daquele que é dado a Malta, a Chipre e outras regiões. Protegem-se de forma diferente tendo a mesma situação”, queixou-se.
Segundo o presidente da CMF a Madeira tinha condições de optar por uma tributação diferente em determinadas áreas mas é preciso que haja vontade política para o fazer e que não estejamos todos à espera de uma revisão constitucional, porque todos nós sabemos o árduo caminho a que isso nos leva.
Pedro Calado deu o exemplo da pandemia em que a Madeira sentiu um bloqueio muito grande a nível legislativo para tomar decisões e implementar algumas medidas porque surgiram sempre pareceres jurídicos contraditórios, caso do uso das máscaras de protecção ou da liberdade condicionada dos cidadãos, entre outros aspectos.
“Isto é só para dar o exemplo da grande dificuldade que há em fazer a harmonização daquilo que é interesse público, defender a população, criar crescimento económico, proteger os interesses das empresas, que são quem criam postos de trabalho na região e ao mesmo tempo ser cumpridor da legislação”, referiu.
A outro nível, Pedro Calado criticou a forma como é feita a tributação em sede de IVA para quem tem Alojamento local, bem como o facto do legislador querer agora tributar os nómadas digitais que têm sido um sucesso na Madeira.
“Aquilo que me é dado a entender é que este sector está a crescer, está a dinamizar, vamos arranjar forma de tributar, isto assim não funciona. Cada vez que há uma galinha a pôr um ovo de ouro mata-se a galinha”, exemplificou.
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