Comunistas dizem que erradicar a pobreza, só com outra política de salários

O PCP realizou em Machico no domingo, Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, uma acção política na qual o coordenador regional, Edgar Silva, afirmou ser falso “22todo o palavreado sobre uma voluntariosa erradicação da pobreza se não assentar numa outra distribuição da riqueza, através do trabalho, aplicando uma outra política de aumento dos salários”.

Para o PCP “é inaceitável que quem trabalha não consiga libertar-se da armadilha da pobreza. Os números oficiais sobre o aumento da pobreza na Região Autónoma da Madeira e no País indicam que o aumento da pobreza se regista entre os trabalhadores e os desempregados (e consequentemente nas famílias), o que se deve aos baixos salários, à precariedade laboral e ao baixo valor das prestações de desemprego”.

Assim, e quando se assinala o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, disse Edgar Silva que esta realidade de injustiça social e de crescentes desigualdades revela a urgência de uma outra política de salários, em que se torna incontornável, querendo a erradicação da pobreza extrema, aumentar os salários e o salário mínimo nacional, a fim de permitir a um número maior de pessoas e famílias prover às suas necessidades e subsistir de forma condigna.

“Mais do que medidas de carácter assistencialista, que apenas atenuam as consequências da pobreza extrema, são indispensáveis medidas estruturais que atendam à necessidade de alterar as injustiças e as desigualdades sociais geradas pelos baixos salários e pela precariedade laboral”, defendeu este responsável político.