Miguel Albuquerque e Rui Barreto foram a comício no Porto Santo apoiar Nuno Batista

“Ao contrário de outros que nem conseguem unir o seu Partido e que até nas redes sociais já se autointitulam presidentes, faltando o respeito aos Porto-Santenses, passando por cima de tudo e todos para serem candidatos e demonstrando, todos os dias, que aquilo que mais importa é a defesa dos seus interesses partidários, aquilo que verdadeiramente move a minha equipa, nesta candidatura, é a defesa dos interesses do Porto Santo e de todos os Porto-Santenses” afirmou, ontem à noite, o candidato pela Coligação PSD/CDS à Câmara Municipal do Porto Santo, Nuno Batista, num comício que contou com casa-cheia e no qual o candidato teceu duras criticas àqueles que querem ser a voz do Porto Santo, quando, em momento algum, cumprem com aquilo que dizem.

“Afirmam que querem ser a voz do Porto Santo mas em momentos fundamentais para a nossa Ilha votam contra o Porto Santo, como votaram contra projetos que tentavam resolver o problema dos transportes e a Biosfera, por exemplo e isso não é gostar do Porto Santo, não é ser a voz do Porto Santo”, começou por afirmar Nuno Batista, que, na ocasião, também lamentou o jogo político, a demagogia e o menosprezo que o PS usou quanto a esta matéria. “Connosco o trabalho de cada Porto-Santense nunca será gozado e garanto que, tal como fomos a Lisboa e vamos ao Funchal, se for preciso vamos ao fim do mundo para defender os interesses do Porto Santo e de todos os Porto-Santenses”, disse.

Nuno Batista que, criticando a resposta vergonhosa da TAP, lembrou que o Governo da República, que é dono da TAP – um Governo que abandonou o Porto Santo no Inverno, deixando os Porto-Santenses sem ligações aéreas – “é da mesma cor política daqueles que querem ser a voz do Porto Santo”, assim como também lembrou que este Partido, recentemente reunido em Congresso, nem uma vez falou do Porto Santo. “Querem ser a voz do Porto Santo e nem sequer se lembram de uma palavra, uma solução ou sequer uma menção à nossa Ilha”, reforçou.

Aliás, ironiza, “este projeto é o mesmo que compara o Porto Santo à Ilha do Corvo, negando-nos os meios para superarmos a sazonalidade e comparando-nos a uma ilha que tem apenas 500 habitantes”.

Candidato que, ainda neste enquadramento, questionou o que é que o PS fez durante estes dois anos pelo Porto Santo e onde é que esteve durante a pandemia, afirmando que os Porto-Santenses não esquecem quem esteve ao seu lado e que as empresas e famílias sabem quem bem quem é que os apoiou, certamente que não aqueles que se afirmam a voz do Porto Santo e se calam nos momentos em que essa voz tem de ser ouvida.

“A nossa Candidatura nasceu no Porto Santo e da vontade de muitos Porto-Santenses, ao contrário de outros que foram impostos pela Madeira e têm a única missão de defender o seu Partido e as suas estratégias partidárias. Aqui só existe uma estratégia que é defender os interesses do Porto Santo e de todos os Porto-Santenses”, vincou.

“O Porto Santo tem de fazer o seu caminho”

Ainda que admitindo que a sua candidatura é a favor das pontes de entendimento e que há todo um trabalho a fazer em conjunto, Nuno Batista deixou claro que o Porto Santo tem de fazer um caminho próprio, assumido pelos Porto-Santenses, que conhecem a sua Ilha melhor do que ninguém. Porto-Santenses que, frisou, estão claramente preparados para enfrentar e superar, com sucesso, os desafios do futuro.

Sublinhando que quem decide o próximo presidente da Camara do Porto Santo “não são as redes sociais nem qualquer presidente de partido da Madeira” e que essa tem de ser e será  uma decisão dos Porto-Santenses, o candidato da coligação “Acredita Porto Santo” reiterou que, consigo e a sua equipa, “o Porto Santo e os Porto-Santenses estarão sempre em primeiro lugar”, garantindo que nunca sairá pela porta de trás, que terá sempre uma palavra a dizer e uma resposta para dar e assumindo, por fim, que o seu projeto é fazer do Porto Santo um sitio melhor, todos os dias.

Isto, vincou, na base de um programa transversal que toca em todas as áreas fundamentais para o Porto Santo, que tem uma equipa que bate certo com aquilo que a Ilha mais precisa para o futuro e que tem um projeto que garante a estabilidade política fundamental ao progresso, ao desenvolvimento e à qualidade de vida de todos os Porto-Santenses, estabilidade essa que não pode ser posta em causa em nome de uma aventura.

Miguel Albuquerque e Rui Barreto apelam ao voto “no candidato do Porto Santo”

Referindo-se à Nuno Batista como “o Presidente que o Porto Santo precisa” e destacando a sua integralidade absoluta, a sua grande capacidade de trabalho e de trabalhar em equipa, a sua visão para o futuro, a sua humildade e a disponibilidade para continuar a prestar um importante serviço público ao Porto Santo, o Presidente do PSD/Madeira, Miguel Albuquerque reiterou a sua confiança na vitória a 26 de setembro, mas apelou a que o trabalho continue até ao dia 26, “sem arrogâncias e sem falsos triunfalismos”.

“Estou convencido de que vais ganhar as Eleições e se ganhares as eleições, é o Porto Santo que ganha”, disse Miguel Albuquerque, lembrando os compromissos que o seu Governo está a cumprir com o Porto Santo – entre outros, a Escola ontem inaugurada e a Unidade de Saúde local que arranca no próximo ano – e garantindo que a principal diferença entre esta candidatura e as restantes reside no facto do seu Partido prometer e cumprir, ao contrário de outros que prometem tudo, tentando enganar os eleitores, quando sabem que não vão cumprir com a sua palavra.

“O Nuno apresenta um programa para o Porto Santo que será apoiado por mim e aquilo que posso garantir é que tudo aquilo que o Nuno anunciou será cumprido”, rematou.

Já o Líder do CDS, Rui Barreto, referiu-se a Nuno Batista como o “candidato do Porto Santo” – ao contrário de outros impostos pelo Funchal que nem sequer foram capazes de reunir consenso dentro do próprio PS – falou de confiança e credibilidade – apelando a que não se entregue o poder a quem não é confiável – e disse que a escolha é fácil, entre aqueles que representam o socialismo, os atrasos, o empobrecimento, a inércia e a dependência do Estado e, por outro lado, a escolha pelo investimento, pelo desenvolvimento e pelo progresso.

“Não vamos trocar o desenvolvimento que fomos capazes de fazer no Porto Santo por uma escolha naqueles que não estão connosco nem nunca estiveram ao nosso lado”, disse, lembrando, entre outros exemplos, o aval que foi recusado ao Governo Regional pelo Governo Socialista da República, quando estava em causa acorrer à população em plena pandemia.