
Uma forte actividade sísmica prossegue na área onde está situado o vulcão La Cumbre Vieja, na ilha de La Palma. Ontem, segunda-feira, continuou a actividade: um total de 392 tremores de terra foram registados até ao momento, referem os media espanhóis e não só.
Os mesmos salientam que o início dos tremores deu-se a 11 de Setembro, às 3h18 UTC, e prosseguiu até à tarde de ontem. Segundo o Instituto Nacional Geográfico espanhol, registaram-se quase 400 tremores nos municípios de Mazo e Fuencaliente, ao sul da Ilha La Palma. Isto em profundidas elevadíssimas, entre 8 e 13 quilómetros.
O vulcão La Cumbre Vieja tem 2.426 metros de altitude e está localizado em La Palma, no sul da ilha. Entrou em erupção pela última vez em 1971. É um dos vulcões mais activos das Canárias.
Porém, salienta-se, o tipo de acontecimentos que têm decorrido são normais e, até ao momento, não apresentam qualquer risco para a população.
No passado mês de Junho passado ocorreram mais de 80 tremores na mesma área e com características semelhantes, em profundidades maiores, entre 18 e 34 km. Porém, refere o site Tempo.Com Meteored, “este último episódio, iniciado no último sábado, 11, tem sido o mais intenso, tanto em termos do número de sismos localizados como da sua magnitude”.
Um artigo do jornal “Público” de 7 de Outubro de 2011, abordando uma crise vulcânica então em decurso nas Canárias, salientava que o arquipélago espanhol no Atlântico “está referenciado como epicentro de um potencial desastre de consequências catastróficas”.
“A derrocada do flanco do vulcão Cumbre Vieja é o cenário mais plausível de um megatsunami no Atlântico. Tem todos os ingredientes de um filme-catástrofe”, avisava o artigo. E acrescentava: “O velho vulcão da ilha de La Palma ganhou notoriedade em 2005, quando estudos de Stephen N. Ward e Simon Day foram tratados num documentário da BBC2. Está aqui, dizem os dois cientistas, o maior risco potencial de um megatsunami no Atlântico”.
Tudo porque “o cone vulcânico é particularmente instável e existe a possibilidade de, num cenário de erupção ou sismo, uma enorme porção da montanha deslizar para o mar”, o que seria catastrófico, pois o colapso de um tal bloco, “com cerca de 500 km3 (500 mil milhões de toneladas; na prática, toda a vertente Sudoeste da ilha), provocaria aquilo a que se convencionou chamar um megatsunami”, podendo provocar ondas de dez ou mais metros.
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