Turismo em alta na Madeira

Movimento na Zona Velha da Cidade. Fotos Funchal Notícias

As esplanadas estão cheias, os restaurantes a facturar.

Na zona velha da cidade, por exemplo, todos os cantinhos parecem preenchidos neste mês de agosto.

Não há cruzeiros mas há voos charter que trazem turistas aos magotes.

A economia agradece.

Segundo a Direção Regional de Estatística (DREM), as estimativas referentes a junho de 2021 (as últimas divulgadas) revelam que 58,0% dos estabelecimentos do alojamento turístico da RAM registaram movimento de hóspedes (70,4% da capacidade do alojamento turístico total).

Analisando por segmento, verifica-se que o turismo no espaço rural foi o que apresentou a maior percentagem de estabelecimentos do seu segmento com movimento de hóspedes (78,1%), seguido da hotelaria com 71,6% e do alojamento local com 56,2%.

No mês de junho de 2021, estimou-se um total de 366,4 mil dormidas no alojamento turístico, traduzindo um acréscimo bastante expressivo de 1 749,2% em comparação com o mês homólogo (mês no qual o movimento de hóspedes ainda era residual devido às medidas restritivas de controlo da pandemia).

Apesar deste aumento, o número de dormidas em junho de 2021 não chegou a 50% do valor das dormidas de 2019 no referido mês. De sublinhar que excluindo o alojamento local com menos de 10 camas, as dormidas do alojamento turístico apresentaram um acréscimo de 2 091,0% relativamente a junho de 2020, superior ao observado no país, que foi de 230,1%.

Os proveitos totais e os de aposento também apresentaram crescimentos bastante expressivos, de 3 422,1% e 2 950,8%, fixando-se nos 18,6 e 12,2 milhões de euros, respetivamente.

Em junho de 2019, pela mesma ordem, os proveitos totais e de aposento rondaram os 39,1 e os 24,8 milhões de euros. No país, no mês em referência, os proveitos totais e de aposento observaram variações positivas de 301,1% e 284,0%, respetivamente.

A hotelaria concentrou 78,3% das dormidas, crescendo 2 445,5% em termos homólogos.

Destaca-se o facto, de que no mês de junho do ano anterior, este segmento manteve apenas 13,2% dos estabelecimentos abertos, originando apenas 11,3 mil dormidas.

Por sua vez, o alojamento local registou um aumento de 838,0%, congregando 19,0% do total de dormidas, enquanto o turismo no espaço rural e de habitação, observou apenas 2,8% das dormidas, correspondendo a um acréscimo de 793,3%.

De janeiro a junho de 2021, as dormidas no total do alojamento turístico na Região registaram um decréscimo de 34,4% comparativamente ao período homólogo, rondando os 965,6 milhares, enquanto os proveitos totais e de aposento apresentaram quebras de 32,9% e 33,9%, respetivamente.

Analisando os principais mercados emissores, verificaram-se aumentos bastante significativos comparativamente ao período homólogo. O mercado francês registou um crescimento de 38 216,7%, seguido do mercado britânico (+15 855,1%) e do mercado alemão (+8 800,8%).

O mercado nacional registou, comparativamente a junho de 2020, +693,6% de dormidas em 2021. Em termos acumulados (de janeiro a junho de 2021), o mercado britânico continua a registar a maior quebra, com -74,8% de dormidas, seguido do mercado alemão e francês, com decréscimos de 59,1% e 19,4%, respetivamente.

O mercado português apresentou, ao contrário dos outros mercados e para o mesmo período, um crescimento bastante significativo, de 101,7%, relativamente ao período homólogo.

O valor da estada média no mês de junho registou um aumento relativamente ao mesmo mês do ano anterior (3,07 noites), fixando-se nas 4,62 noites.

A taxa de ocupação-cama do alojamento turístico no mês em referência rondou os 39,9%, 27,7 pontos percentuais (p.p) acima do observado no mês homólogo. Por sua vez, a taxa de ocupação-quarto atingiu os 43,3%.

No mês de junho de 2021, o RevPAR (proveitos de aposento por quarto disponível) fixou-se em 31,54 euros no conjunto do alojamento turístico (excluindo o alojamento local abaixo das 10 camas), +345,2% que no mesmo mês do ano precedente e +53,4% que no mês anterior.

Comparativamente aos valores de junho de 2019, o RevPar continua a registar valores significativamente baixos, com uma quebra de 35,7% (49,08 euros em junho de 2019).

Por sua vez, o proveito por quarto utilizado (ADR) passou de 49,99€ em junho de 2020 para 72,88€ em junho de 2021 (+45,8%).