PS-M entende que cuidadores informais devem ter prioridade na vacinação contra a Covid-19

Os deputados do PS-Madeira consideram imprescindível que os cuidadores informais tenham prioridade na vacinação contra a Covid-19, atendendo ao papel que desempenham, sendo esta uma forma de garantir quer a sua segurança, quer a das pessoas cuidadas.

“É necessário que os nossos governantes percebam que, na eventualidade de um cuidador informal estar infectado, ver-se-á obrigado a suspender os cuidados que presta, além de também poder vir a infectar a pessoa cuidada, o que poderá acarretar consequências graves para estas pessoas, visto integrarem grupos de risco”, referiu a deputada Marina Barbosa.

Além disso, a parlamentar alerta que se o cuidador informal tiver de suspender os cuidados que presta será necessário encontrar alguém que o possa substituir nessas funções, de forma a que não faltem os cuidados e o apoio necessário à pessoa cuidada, para a prática das suas actividades da vida diária, sendo que nem sempre é fácil encontrar quem tenha disponibilidade para tal.

De acordo com o Estatuto do Cuidador Informal da RAM, entende-se como cuidador informal “a pessoa familiar, ou terceiro, com laços de afetividade e de proximidade que, fora do âmbito profissional ou formal e não remunerado, cuida de outra pessoa, preferencialmente no domicílio desta, por se encontrar numa situação de doença crónica, incapacidade, deficiência e/ou dependência, total ou parcial, transitória ou definitiva, ou em situação de fragilidade e necessidade de cuidados, com falta de autonomia para a prática das atividades da vida quotidiana”. Esta mesma definição leva os socialistas a sublinharem que estas pessoas “não podem ser esquecidas na vacinação contra a Covid-19, pela importância das tarefas que desempenham”.

Marina Barbosa sublinha a importância de serem incluídos no plano de vacinação todos os cuidadores informais, estejam ou não reconhecidos ao abrigo do referido Estatuto. Tal como refere, se assim não for, corre-se o risco de “serem excluídos muitos cuidadores, os quais, apesar de não lhes ser reconhecida essa qualidade ao abrigo desse diploma, prestam os mesmos cuidados, ou seja, desempenham as mesmas funções”.

“Apelamos, assim, à inclusão dos cuidadores informais no plano regional de vacinação, de forma a que possam ser vacinados o mais rapidamente possível, pois merecem uma especial atenção pela importância do papel que assumem, e ainda para garantir a salvaguarda das pessoas cuidadas”, concluiu.