Iniciativa Liberal defende transparência e quer respostas do CDS

Foto R. Marote

A Iniciativa Liberal veio hoje, em comunicado, fazer a apologia transparência, principalmente nos partidos políticos. “A vida destes, em todos os campos, deve ser clara e entendível”, defende Nuno Morna, comentando uma reportagem da SIC, “na qual fica demonstrado que o CDS Madeira recebeu um empréstimo de uma personagem escusa e com passado duvidoso. O empréstimo, no seu total, foi de 29,880 euros”.

“O que temos dificuldade em perceber é porque é que essa verba foi distribuída por vários militantes, em fatias nunca superiores a 5000 euros, e não caiu a mesma nas contas do partido que atravessava um momento financeiramente difícil?”, questiona-se a IL.

“Quer o CDS convencer quem segue esta história que um grupo de militantes se disponibilizou para ajudar, pedindo emprestado dinheiro que depois iriam emprestar ao partido? Se o dinheiro se destinava a pagar contas do partido, e visto estar em contas de militantes, como se processariam esses pagamentos? Cada um pagava com o dinheiro que tinha na sua conta as despesas pendentes? É isto legal?”, interroga-se Nuno Morna, em nome da comissão coordenadora do partido dos liberais.

“Se, como explica o comunicado do CDS Madeira, o empréstimo de César do Paço, não foi usado porque, entretanto, conseguiram um empréstimo bancário, porque não foi devolvido de imediato ou no momento em que o advogado deste contactou o líder regional do partido? Porque é que só foi devolvido 18 meses depois e após o contacto da SIC com o Secretário Regional da Economia? O argumento de que perderam o contacto com o mutuante não pega. No mínimo porque todas as transferências bancárias têm conta de origem. E o dinheiro onde ficou este tempo todo? Nas contas das pessoas de confiança de Rui Barreto a ganhar juros?”, prossegue Morna. “Como foi feita a devolução do dinheiro? A partir das contas dos militantes? De uma só vez de uma conta do partido?”

“Pela verdade e pela transparência, seria bom que estas perguntas fossem respondidas”, conclui.


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