Teresa Jardim expõe na galeria Espaçomar na Escola Gonçalves Zarco

A Galeria Espaçomar, da Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco recebeu na sexta-feira a visita do governante regional com a pasta da Cultura, Eduardo Jesus, à exposição/instalação ‘DAR A PALAVRA’ da artista plástica Teresa Jardim. Na ocasião marcou também presença a directora regional de Cultura, Teresa Brazão. Ambos os responsáveis elogiaram a galeria pelo trabalho desenvolvido ao longo dos anos e pelo apoio aos diferentes artistas que tem acolhido no seu espaço, dinamizando a cultura e as artes na cidade e na RAM.

Eduardo Jesus sublinhou o papel primordial das artes e da cultura no desenvolvimento da curiosidade dos mais jovens. Pois, afirmou, a arte tem essa função de desconstruir toda esta lógica de sociedade de parametrização, do saber enquanto algo estanque e especializado. Deverá, por isso, a arte assumir um efeito disruptivo, quebrar barreiras e desmistificar conceitos. Assumindo, dessa forma, a transversalidade do olhar artístico. Na sua opinião, a artista, Teresa Jardim, aborda a experiência artística como manifestação plena da liberdade criadora.

A diretora da Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco, Ana Cristina Duarte, realçou a importância da formação integral dos alunos, onde o papel das artes e da criatividade deverá assumir um papel de relevo. Ao trabalhar com diferentes artistas e mostrando as diversas valências (arquitectura, design, ilustração, escultura, desenho, pintura, fotografia, cinema,…) da expressão da cultura e também o processo criativo, a Galeria Espaçomar permite aos alunos um contacto pleno com os artistas.

A artista plástica, Teresa Jardim, realçou por seu turno que DAR A PALAVRA unifica antes de mais o acto de criar e de expor, sendo, desta forma, a síntese de 40 anos de trabalho plástico. A criação artística envolve um arriscado caminho de espelhos, contextos e objectos, bem como a manipulação das palavras ou dos meios plástico-expressivos mais diversos. Encarando a poesia, a escrita, que vai do objeto convencional (livro) até ao facto de ser objeto exposto numa tela. Mostrando-se, desta forma, o lado conceptual da escrita através da fragmentação da palavra, um jogo. Acrescentou, ainda, que a palavra, a criação, é o espaço de liberdade autoconsciente e onde nos compreendemos dentro do mundo.