Placas com nomes de visitantes ilustres aguardam solução há seis anos

Rui Marote
O Funchal Notícias prossegue a sua luta inglória contra o esquecimento. A 3 de Setembro de 2015 alertámos o ex-secretário regional de Economia, Turismo e Cultura sobre o destino a dar às placas assinalando o nome de ilustres visitantes, que se encontravam à porta do edifício do Turismo na Avenida Arriaga, e que tinham sido retiradas a título provisório, aquando das obras de remodelação do prédio (no mandato de Conceição Estudante), mas não voltaram a ver a luz do dia, mesmo após a conclusão dos trabalhos.
As referidas placas em bronze foram acondicionadas num armazém do Governo Regional. “Não se estragam”, argumentou Eduardo de Jesus, quando questionado pelo Funchal Noticias há seis anos sobre o assunto.
Nessa altura demos o beneficio da dúvida ao governante, quando atestou pela sua integridade. O que custa a aceitar é que a memória colectiva seja remetida a um esquecimento forçado  nos confins de um armazém.
Seguir os bons exemplos é também sinal de inteligência, conforme já dissemos no passado. Na altura fizemos questão de deixar como sugestão uma imagem recolhida numa visita a Vancouver, há mais de 25 anos, e que pode ser vista neste artigo.
Num dos muitos jardins daquela cidade canadiana, pode-se observar junto aos bancos várias placas ostentando o símbolo do país e inscrições de pessoas que frequentavam o parque. Um sinal de que a memória é um valor global.
16 meses depois, fomos ouvidos. As referências aos visitantes ilustres iriam, todavia, passar para a Praça do Povo. O arquitecto Spranger de Carvalho, residente no continente, iria realizar o projecto da instalação das ditas placas, pelo valor de 45 mil euros. Falou-se mesmo então numa enorme pedra de basalto…
Recordamos que Eduardo Jesus deixou o governo a meio do mandato e todo este projecto ficou na gaveta e as placas no armazém. (Isto se não foram parar à Fundoa, o que esperamos bem que não tenha acontecido). Como o bom filho a casa torna, Eduardo de Jesus regressou ao turismo para concluir o que não fez. Ora, no caso das placas da SRT, assim que as encontrarem, a tarefa não coloca muitas dificuldades. Basta um pouco de boa vontade. Continuamos a esperar que neste caso não se faça “delete” na memória…