Emanuel Câmara quer agricultores a trabalhar depois do recolher obrigatório

O presidente da Câmara Municipal de Porto Moniz solicitou esta manhã, na videoconferência da reunião semanal entre o secretário regional da Saúde e Protecção Civil e os presidentes de Câmara da Região, a intervenção junto do presidente do Governo Regional, para que seja criado um regime de excepção aos agricultores, de forma que estes possam trabalhar nos seus terrenos depois da hora do confinamento obrigatório.
Emanuel Câmara pediu para que fosse transmitido a Miguel Albuquerque e ao secretário regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Humberto Jesus, este pedido.
“Sendo a actividade agrícola efetuada em espaço livre, sem ajuntamentos, os agricultores queixam-se de estarem a perder mais de uma hora de trabalho por dia, sendo esta questão importante não só para quem se dedica à agricultura a tempo inteiro, mas também para quem a exerce em horário pós-laboral, no segmento da agricultura familiar, como complemento do orçamento do agregado”, declarou. “Seria importante que, atendendo à prorrogação do recolher obrigatório, cuja importância se reconhece, fosse criado, à semelhança do que já sucede para outros sectores de actividade, um regime de excepção para os agricultores que se vêm limitados na sua acção e cuja actividade nos merece profundo reconhecimento e respeito”.
“Não será difícil às autoridades distinguir quem se encaminha para casa vindo do desempenho de atividade agrícola de quem se desloca por outro motivo qualquer. Contudo, seria conveniente que esta situação estivesse devidamente prevista em resolução do Conselho de Governo até para que se mostrasse que se pensa em quem trabalha de sol a sol e não propriamente pelo relógio”, recomendou o edil.