PS queixa-se do “chumbo” de PSD e CDS a urgências permanentes no Porto Moniz

O PS-Madeira criticou o facto de a maioria PSD-CDS na ALRAM ter chumbado, hoje, um projecto de resolução do Partido Socialista que visava o funcionamento do serviço de urgências do centro de saúde do Porto Moniz todos os dias, durante 24 horas.

“Esta atitude revela um ataque ao livre acesso da população à saúde, tendo os partidos que suportam o Governo Regional perdido a oportunidade de reparar o erro cometido pelo Executivo já em 2012, altura em que decidiu fechar o referido serviço de urgência à noite e aos fins de semana e feriados”, consideram os socialistas.

“O PSD, em 2012, pensou e decidiu sozinho” que, durante a noite e ao fim de semana, quando existe um aumento de circulação de pessoas no concelho, o melhor caminho é reencaminhar as pessoas para as urgências de São Vicente, criticou o deputado Beto Mendes, alertando que a estrada entre os dois concelhos, a qualquer momento, pode ficar encerrada pela queda de pedras, condicionando a viagem e pondo em risco vidas humanas. Além disso, é de referir que a maioria da população vive nas zonas altas do concelho, as quais distam ainda mais do serviço de urgências e ficam fora de circulação da via expresso.

Desde 2013 que o executivo municipal do PS, liderado por Emanuel Câmara, e as juntas de freguesia do concelho têm vindo a reivindicar junto do Governo Regional a reposição do horário de funcionamento do serviço de atendimento das urgências durante 24 horas, sem que esse anseio da população tenha sido atendido, o que muito desagrada aos socialistas.

Face a essa falta de resposta do Governo, a Câmara do Porto Moniz adquiriu uma ambulância que colocou ao dispor dos bombeiros de São Vicente e Porto Moniz, veículo que está em serviço permanente no quartel da Santa do Porto Moniz.

Com o aparecimento do novo coronavírus, foram implementadas medidas de combate à pandemia que prejudicaram ainda mais a população residente no concelho do Porto Moniz, tendo sido encerrados serviços de saúde nas freguesias do município e os utentes direcionados para os centros de saúde de outros concelhos, “sem serem garantidos sequer meios de transporte público adequados para estes cidadãos”.

“A população do Porto Moniz viu o Governo Regional retirar-lhe o direito ao acesso aos serviços públicos de saúde, e isto não pode voltar a acontecer”, alerta Beto Mendes, vincando não ser aceitável que o Executivo olhe para os serviços de saúde e para a população local como um “exercício de estatística”.