Pandemia, profissionais de saúde… e hospitais

A pandemia chegou silenciosa, logo após o (pequeno) sismo de 7 de Março (no Funchal), e em 6 meses já estava a contaminar naturais e estrangeiros numa mobilidade de grande propagação deste vírus mortífero, que causa a Covid-19. Muitos foram os portadores indirectos, sem haver ainda a consciência de que a contaminação atingia todos, parentes, amigos, sociedade em geral.

Já na Idade Média houve a “Peste Negra” que foi na época uma grande calamidade e, agora, veio um vírus, mais ou menos conhecido,  que alastra rapidamente e vitima milhares e milhares de seres humanos, contando-se mais nos media os mortos do que os sobreviventes no mundo inteiro.

Actualmente, em todo o mundo, começa a sentir-se a situação aflitiva dos profissionais de saúde, cada vez mais impotentes para salvar vidas, tal como todos os envolvidos que trabalham a seu lado nos hospitais.

Entretanto, fala-se na falta de médicos e as Universidades limitam a entrada de jovens que escolheram essa profissão, como foi um caso de que tive conhecimento, que não admitiram uma jovem a quem reprovaram por duas centésimas!  Agora digam-me: a velha cunha ainda existe?

Os médicos mais classificados e os enfermeiros vão para fora do País, por serem mal pagos e  onde quer que exerçam a profissão no estrangeiro são os portugueses que chegam aos mais altos lugares! Temos deixado “fugir” o que de melhor temos; agora já pedem aos aposentados para voltarem ao serviço depois duma carreira longa e mal remunerada.

A epidemia veio para ficar. O “vírus” gosta do frio e por este andar vamos ter mais perdas. Até quando nós, os mais idosos e com outros problemas, ou mesmo os mais novos, iremos sobreviver?

Sigam as regras ditadas pelo governo, cautela, pois se o não fazem, já sabem que esta  segunda vaga do Covid-19,espera por si. O Covid- 19 não é uma gripe; é, antes, um vírus que mata.