Deputados do PSD dizem que a CMF “estrangula financeiramente a ARM”

Num dia marcado pelas críticas do PS à empresa Águas e Resíduos da Madeira (ARM), acusada pelo líder parlamentar dos socialistas regionais de funcionar como “arma de arremesso” governamental contra a CMF, veio por seu turno o grupo parlamentar do PSD defender o contrário, ou seja, considerar a estratégia e investimento da ARM comprometidos pela dívida da CMF.

Na audição realizada hoje na Assembleia ao presidente da ARM, ficou patente, para os social-democratas, “o estrangulamento financeiro a que está sujeita esta empresa pela Câmara Municipal do Funchal”.

A audição foi requerida pelo PSD  e realizada no âmbito da 3ª Comissão Permanente de Recursos Naturais e Ambiente. Amílcar Gonçalves foi peremptório ao afirmar “que há bullying financeiro por parte da Câmara Municipal do Funchal, o principal cliente da empresa, que acumula uma dívida de milhões de euros e que ascende, à data, mais de 28 milhões de euros, correspondentes ao fornecimento de água potável e à gestão de resíduos, só nos últimos 3 anos económicos, ou seja entre 2017 e 2019”, referem os social-democratas.
Os mesmos recordam que ainda hoje foi noticiado o facto de a CMF ter sido condenada a pagar três milhões de euros pelo Supremo Tribunal Administrativo à ARM pela prestação dos serviços de água e de resíduos. “Isto depois de o Supremo Tribunal Administrativo já ter condenado o município a pagar outros dois milhões”.
Os deputados do PSD consideram, por isso, “inadmissível” que, numa altura em que é reconhecido o incumprimento por parte da CMF, o seu presidente venha agora para a comunicação social sugerir acordos, sem qualquer tipo de comunicação prévia com o Conselho de Administração da ARM, impondo à partida as suas condições.