Chega ouviu queixas e impressões dos agricultores dos Prazeres, Ponta do Pargo e Calheta

O CHEGA Madeira esteve no passado sábado a desenvolver uma acção de rua nas zonas dos Prazeres e Ponta do Pargo, com o fito de contactar com a população e ouvir as suas queixas.

Os responsáveis pelo partido apontam naquelas localidades a realidade de uma população envelhecida, em que a principal actividade é a agricultura. Porém, mesmo a agricultura está a perder importância e os campos estão ao abandono devido à falta de mão de obra. “Os jovens emigraram, principalmente para Inglaterra e quem ficou já não tem forças para o cultivo nem dinheiro para pagar mão de obra”, constata esta estrutura política.

Uma das queixas que o Chega ouviu, é que os agricultores merecem mais acesso aos apoios, “e que os técnicos do Governo estejam mais próximo destes em vez de estarem sentados no escritório no Funchal”. Em virtude de a maioria dos agricultores serem de pequena dimensão, narra o partido, uma das pessoas que o CHEGA ouviu sugeriu que os agricultores se juntem através de cooperativas, para criarem sinergias, como forma de apoiar produtores e escoar os produtos ao melhor preço.

Outro agricultor entende ser necessário também apostar noutras culturas que permitam maior rentabilidade e melhor escoamento, em vez de se apostar predominantemente no cultivo da batata e de batata doce.

As dificuldades de escoamento do produto e as variações de preços foram outras das queixas mais ouvidas durante esta visita.

O CHEGA refere que foi ainda visitar uma produção agrícola situada no parque empresarial da Calheta, onde verificou a produção agrícola em estufas. Um dos empresários opinou que o problema da agricultura na Madeira é uma questão de dimensão: o mercado é pequeno para investir em grandes propriedades agrícolas. Contou que não recorreu a fundos comunitários pois a burocracia é enorme, e frisou que conhece casos de agricultores a devolver subsídios devido ao elevado número de burocracias.

Uma outra das reivindicações da população é o regresso do gado às serras da Madeira de forma ordenada, diz o Chega. Além disso, consideram que a forma como o subsídio ao abate é distribuído não está correcto, pois não incentiva à criação de gado.

O partido entende que o Governo Regional deve apoiar mais os agricultores e produtores de gado, “pois além de permitir um maior rendimento às famílias, permite o cultivo das terras, evita a propagação de incêndios e proporciona uma paisagem agradável para uma terra que vive do turismo”.