CDS-M preocupado com a redução do Fundo das Pensões

O líder da bancada parlamentar do CDS na Assembleia Legislativa da Madeira, António Lopes da Fonseca, considerou hoje que o CDS considera que o Orçamento de Estado para 2021 é bastante penalizador para a Região Autónoma da Madeira, esperando que, na especialidade, haja uma melhoria do mesmo. Daí que o partido vá apresentar algumas medidas junto do Governo e do seu Grupo Parlamentar na República, visando melhorar este Orçamento relativamente à Madeira.

“A título de exemplo, as transferências para a Segurança Social são bastante penalizadoras para a Região. Vão ser transferidos apenas 56 milhões de euros para a Madeira, enquanto que para os Açores vão ser transferidos 120 milhões de euros, mais do dobro. Isto é lamentável”, disse Lopes da Fonseca.

Para além disso, declarou, o que também preocupa o CDS é o facto, deste Orçamento para 2021, ter uma descapitalização do Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social.  Este Fundo será reduzido para metade “porque o Governo de António Costa vai retirar 16 mil milhões de euros deste Fundo das Pensões que, certamente irá ter consequências nas pensões futuras das pessoas”.

“Mais um exemplo, este Fundo de Estabilização Financeira, vulgarmente chamado de Fundo das Pensões, em 2040 estavam previstos 32 mil milhões de euros neste Fundo. Com esta retirada de quase 16 mil milhões de euros para o Orçamento de Estado para 2021, estima-se que, nessa data, existam apenas 16 milhões de euros, cerca de metade!”, lamenta o CDS.

O partido considera esta realidade “deveras preocupante para os trabalhadores portugueses, onde nos incluímos todos nós, madeirenses e porto-santenses, sobretudo aqueles que estão agora na casa dos 40-45 anos e que, continuando esta política de descapitalização do Fundo das Pensões, poderão ver postas em causa as suas reformas”.

Lopes da Fonseca, questiona, finalmente: “Tirou 16 mil milhões de euros para 2021, quanto é que irá tirar em 2022! E o que ficará em 2040, daqui a 20 anos? (…) Muitas das pessoas, daqui a 20 anos, poderão não ter as suas reformas”, alerta.